Winterage – “The Inheritance of Beauty” (2021)

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Winterage “The Inheritance of Beauty” (2021)
Scarlet Records
#SymphonicMetal, #PowerMetal

Para fãs de: Rhapsody of Fire, Gloryhammer

Nota: 6,0

Após um álbum não tão aclamado em 2015, o Winterage volta para tentar fincar seus pés no cenário do Power Metal sinfônico com mais convicção. “The Inheritance of Beauty” é o mais recente álbum de estúdio dos italianos, lançado em janeiro de 2021.

Em um cenário aparentemente já esgarçado por todos os epígonos do Rhapsody of Fire, muitos fãs torcem o nariz quando os holofotes se voltam para novas bandas que tentam apostar em fórmulas já muito bem conhecidas e exploradas. O Winterage parece receber essa responsabilidade de bom grado ao tentar devolver elementos novos em sua fórmula. A que mais chama a atenção, tanto na banda em si, quanto neste álbum, é o trabalho do violinista de ofício e compositor Gabriele Boschi. “The Inheritance of Beauty” soa mais maduro que seu antecessor, trazendo o conceito do definhar da beleza diante da severidade do tempo, através do olhar da famosa Vênus de Milo, do pintor italiano Sandro Botticelli.

A produção do álbum é bem feita, e todos os elementos característicos do gênero estão lá, explorados ao seu máximo: orquestrações dantescas, vocal principal dramático, momentos operísticos, e a profusão de instrumentos em cenários neoclássicos. Entretanto, as composições em si não são muito originais, e nem trazem sangue propriamente novo ao estilo. As canções têm harmonizações intrincadas, mas que custam a grudar na mente do ouvinte, o que prejudica bastante seu replay. O álbum cambaleia por meia hora até chegar ao que parece ser seu ápice, o trio final de músicas. “La Morte di Venere” é uma power ballad operística que se destaca no pódio do álbum, seguida por “Oblivion Day”, certamente a mais convincente do disco; este que se encerra com o famigerado épico “The Amazing Toymaker”. Os italianos parecem ter deixado sua carta mais audaciosa para este final, fechando o álbum de forma, no mínimo, surpreendente e inesperada, com uma faixa que é mais um story telling do que uma canção propriamente (dos 16 minutos de duração, quatro são de fala).

Ousado, interessante, ainda que pouco contributivo. O Winterage vai ter que se esforçar um pouco mais para fincar seus nomes no hall de um gênero já tão explorado.

Will Menezes

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