Witchery – “Nightside” (2022)

a34ad872471eb60666d8014330311de9
Compartilhe

Witchery – “Nightside” (2022)

Century Media Records
#ThrashMetal #BlackMetal #SpeedMetal #RockNRoll

Para fãs de: Slayer, Skeletonwitch, Bewitched, Toxic Holocaust

Nota: 10

Já com o nome fincado entre os mais atentos ao underground mundial, o Witchery vêm a cada novo álbum colocando os pés para fora de um nicho e obtendo uma ampla repercussão. Com mais de 15 anos de estrada, a banda chega ao seu oitavo disco de estúdio, “Nightside”, um trabalho que mostra que os integrantes olham para frente, mas tendo no retrovisor os primórdios do passado.

De maneira simples e objetiva, as 11 faixas aqui presentes são sujas e diretas, garantindo uma enorme diversão, pois é como colocar os primeiros trabalhos de nomes como Venom e Slayer, pura adrenalina. Aparentemente, temos um disco que daria para se tocar de cabo a rabo na turnê, energético e com excelentes refrãos, não dando espaço para os fãs terem distrações, ou você está numa “roda”, ou erguendo seu copo de cerveja e berrando alguma parte “chiclete” de alguma de suas músicas.

Um fator que chama atenção em “Nightside” é a história demoníaca de uma gravidez indesejada e sobre o que acontece quando a criança nasce, é quase como se tivéssemos a benção de King Diamond nesse enredo, algo que trará pesadelos nas pessoas sensíveis que tiverem contato com o álbum. Pelas referências, eu acredito que o caro leitor já tenha em mente o que encontrará, mas, a coisa fica mais legal com os convidados ilustres Hank Shermann (Mercyful Fate), Maciek Ofstad (Kvelertak), Simon Johansson (Wolf) e Jeff Walker (Carcass).

Destrinchar destaques é complicado, pois é o álbum conectado, cada música é uma peça de quebra cabeça sonoro, é um disco forte por completo. Se para salvar minha alma tivesse que apontar as favoritas “Don’t Burn the Witch”, “Left Hands March” (macabra e densa), “Storm of the Unborn” (puramente Dimmu Borgir dos velhos tempos), “Popecrusher” e “Churchburner” (Viscerais de fazer jorrar sangue pelos ouvidos). O final apoteótico com a faixa titulo é de arrepiar, dando fim aos 35 minutos mais proveitosos desses últimos anos.

William Ribas

Compartilhe
Assuntos

Veja também