Wolfpakk
– “Wolves Reign” (2017)
AFM Records
Nota: 8,5
Mais uma vez a vida me prega peças e, de novo eu escolho uma banda pensando se tratar de outra, mas não serei injusto e agirei de forma imparcial, julgando apenas a real capacidade dos músicos envolvidos e o som criado por eles, apesar de não ser um grande entusiasta do estilo.
O Wolfpakk é um projeto Hard Rock/Heavy Metal fundado por músicos renomados na área, Mark Sweeney (Cristal Ball) e Michael Voss (Mad Max /Michael Schenker). Ambos vocalistas de grande potencial, lançaram nessa parceria 4 álbuns, sendo o mais recente deles este “Wolves Reign”.
O álbum em questão possui todas as ferramentas necessárias para alegrar o fã ardoroso do estilo: refrãos grudentos, linhas vocais marcantes, riffs “açucarados” mas muito eficazes e todo aquele clima grandioso proporcionado por belas camadas de teclado. Até aí, sem novidades, mas o que chama realmente a atenção em “Wolves Reign” é a quantidade absurda de convidados especiais que foram convocados para dar corpo e forma ao trabalho. Praticamente toda a comunidade Metal se encontra aqui!
Os números impressionam: nos vocais, temos nada menos que 11 (!!) músicos convidados, entre eles gente do naipe de Peter Byford (Saxon, Michael Vescera (ex-Yngwie Malmsteen), Tony Harnell (TNT), Oliver Hartmann (Avantasia), entre outros, que trazem ao disco muita diversidade em uma demonstração de pura técnica e potência.
E veja bem, um único guitarrista e baixista não conseguiriam dar conta de acompanhar tantos vocalistas de tantos estilos e técnicas diferentes. Para isso, nossos amigos Sweeney e Voss trataram de convocar logo seis guitarristas e mais quatro baixistas pra fazer essa engrenagem funcionar a contento. Imagine só Brad Gillis (Night Ranger), Chris Holmes (W.A.S.P., George Lynch (ex-Dokken), Rudi Sarzo (ex-Ozzy Osbourne/Quiet Riot e um zilhão de bandas) e muitos outros, trabalhando juntos. “Wolves Reign” não poderia ser menos que especial.
O clima é grandioso em composições épicas, imponentes, com aquela cara de estádio lotado. A melodia é fortemente trabalhada em todas as faixas, o que não quer dizer ausência de peso. Nesse quesito, a tropa de guitarristas faz toda a diferença. Destaques vão para “Run All Night”, com seus segundos iniciais idênticos a “Mr Brownstone” do Guns N’ Roses, mas que repentinamente se torna um Metalzão melódico dos bons , “Blood Brothers”, mais cadenciada e com um coral marcante de vozes no refrão, dando aquele aspecto A.O.R. à música. Peter Byford dando show, como sempre, e “Inside The Animal Mind”, que começa meio The Who e descamba num Hard Rock viciante, com todos os trejeitos inerentes ao estilo.
Bom, é isso aí pessoal. O Wolfpakk fez um grande trabalho em “Wolves Reign”. Se até eu, um ogro radicalóide, curti, imagino que o verdadeiro fã do gênero vai pirar. Recomendado.
Ricardo L. Costa





