Wolftooth – “Wolftooth” (2018)

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Wolftooth – “Wolftooth” (2018)
Cursed Tongue Records | Blackseed Records | Ripple Music | Hellion Records Brazil
#HeavyMetal#DoomMetal#StonerRock

Para fãs de: War CloudThe SwordBlack Sabbath

Nota: 10

Poucos álbuns de estréia conseguem surpreender tanto quanto esse homônimo, lançado em 2018 pelo quarteto de Indiana, Wolftooth. Explico, ele tem uma constância de qualidade rara em álbuns do gênero e com ela, uma dinâmica que facilita a assimilação e o deguste.

São pouco mais de 40 minutos compartilhados por oito composições que trazem muito daquela aura mágica do Heavy Metal oitentista, incrementando ela com tons setentistas, leia-se os Quatro Cavaleiros de Birmingham, mais Hard e Stoner Rock. Essa soma de influências é acrescida com características próprias da banda e resulta em uma sonoridade vigorosa, enérgica e convincente.

Sustentado por uma seleção de riffs avassaladores e uma cozinha sólida, pontual e criativa, o trabalho já revela seu poderio na faixa de abertura, “Blackbirds Call”, primor define a mesma, que é seguida pela não menos poderosa, “Aegaeon”, dona de um solo nada menos que espetacular. “White Mountain”, a quarta faixa, chega trazendo a sombra sabathica, aliás os vocais de Chris Sullivan por vezes memoram e muito, o príncipe das trevas, mas não de forma caricata e sim na interpretação.

Na sequência vem “Frost Lord”, outra demonstração soberba do potencial do Wolftooth, com destaque para o desempenho visceral do baterista, Johnny Harrod. “The Huntress”, a seguinte, é Heavy Metal em estado bruto, poderia ser uma faixa mediana no meio do disco, mas a banda não se deu ao luxo de entregar algo não menos que ótimo, ponto pra eles, então.

Num disco de pontos altos que se sequenciam, citar mais um chega a ser sacanagem, mas eis que chega a sensacional, “Season Of The Witch” – um Boeing 747 totalmente carregado de riffs magistrais, daqueles que pagam tributo e tiram risos do Deus Iommi. Por fim “Forged in Fire”, a derradeira faixa e que simplesmente destrói tudo mesmo durante a exibição dos créditos finais – final categórico de um disco categórico.

Não daria outra nota que não fosse a máxima, com louros e todos os louvores possíveis. E digo mais, álbum e banda altamente indicados a todos os fãs de Heavy Metal, sem distinções e como diria o filósofo Chuck Schuldiner, pedindo desde já, perdão pelo acréscimo: “Death Metal, Black Metal, Speed Metal, Thrash Metal, Heavy Metal, Doom Metal, tire a primeira palavra de todas elas e deixe uma só: Metal!”

Fábio Miloch (Colaborador)

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