Woslom
Local: Sesc Belenzinho (SP/SP)
Data: 28/01/2017
É engraçado como o Thrash Metal surgido na Bay Area parece ter ligação direta com o público fiel aqui do Brasil e como certas bandas locais, se não fossem 3 décadas de distância, poderiam ter circulado por lá tranquilamente. Nesse leque se encaixa perfeitamente o Woslom, que fez um show arrasa-quarteirão no Sesc Belenzinho neste final de semana aqui em São Paulo.
Por sinal, que local sensacional para realização de shows: bom preço, boa localização, excelente estrutura, enfim, headbanger tratado feito gente! Resultado: mais de 100 fãs presentes, fortalecendo a cena nacional!
Quanto ao show, o que dizer? Profissionalismo total! Os caras dominam a coisa toda, desde a equalização dos instrumentos, passando pela escolha do set-list e fechando com a presença de palco.
Todos sabem muito bem seu papel: Andre G Mellado permanece concentrado em suas frases de baixo, agitando sua cabeleira, tratando bem seu Rickenbacker e apoiando no backings, sem firulas – figura cativante em pleno estado de transe metálico; Fernando Oster, na bateria, mostra personalidade e muita competência em suas levadas que dão vida ao puro thrash metal e ainda reserva carisma para manter contato com o público e agitar a galera; o guitar – axe Rafael Iak, no alto de seus aparentes 1,65 m de altura, mantém a condução das guitarras com maestria, atento a todos os detalhes e inspiração em todos os solos e transições de andamento, o que confere a ele o título de maestro maluco do time; e, coroando tudo isso, a firmeza das bases, vocais vorazes e presença de palco de Silvano Aguilera, mais um front-man nato do Thrash Metal, talvez o melhor em atividade aqui no Brasil.
Eles têm o público na mão, e sabem disso. O set-list é puro arregaço, desde as primeiras linhas de “Underworld of Agression”, mergulhando na épica “A Near Life Experience” e atravessando composições de seus 03 trabalhos – com total participação do público, muitos deles fiéis seguidores dos caras – para encerrar com “Time to Rise” e o inevitável encore “Haunted by the Past”.
Detalhe que, ao final da apresentação, em que pese as restrições da casa de espetáculos, os integrantes da banda permaneceram próximos ao público, atendendo a todos com boa vontade e simpatia, tirando fotos, dando autógrafos, ou simplesmente batendo um papo. Uma lição de humildade e respeito aos fãs que muitas bandas do cenário deveriam aprender!
Wallace Magri





