
Crashdiet – “Live in Sleaze” (2017)
Dïet Records
#HardRock, #GlamMetal, #SleazeRock
Para fãs de: Crazy Lixx, Hardcore Superstar, Reckless Love
Nota: 10
A fim de promover o recém-lançado “Rest in Sleaze”, o Crashdiet tocou em cada casa que lhes abrisse as portas na Suécia em 2005. Na época, Dave Lepard, Martin Sweet, Peter London e Eric Young eram nada mais que quatro jovens de 20 e poucos anos, famintos pelo sucesso e com a motivação extra de terem sido a primeira banda de sleaze em décadas a assinar com uma grande gravadora. É triste pensar que, apenas alguns meses depois, Lepard nos deixaria de maneira trágica.
Lançado em edição limitadíssima de 300 cópias em vinil amarelo numeradas à mão, “Live in Sleaze” contém um dos poucos registros ao vivo desta época. Mixagem e masterização são do mesmo produtor de “Rest in Sleaze”, Chris Laney. Quem assina a capa — e o pôster que acompanha o LP — é Christel Mentges, brasileira radicada na Suécia.
No repertório, oito das dez faixas de “Rest in Sleaze” — apenas “Knokk ‘Em Down” e “Needle in Your Eye”, coincidentemente as duas mais fracas do clássico, ficam de fora — em versões matadoras que demonstram todo o poder de fogo que o quarteto original possuía e que nenhuma das formações posteriores foi capaz de igualar, tanto em estúdio como no palco. Completam a apresentação covers de “Angelfuck”, dos Misfits, e “Chinese Democracy”, do Guns N’ Roses, três anos antes de o álbum homônimo ver a luz do dia.
Foi até engraçado este lançamento de caráter ultra-saudosista ter chegado às minhas mãos poucos dias após o Crashdiet anunciar seu novo vocalista. Enquanto o recém-chegado Gabriel Keyes não mostra a que veio — que, como cantor, compensa o visual meio vendedora da Chili Beans meio maquiador da Sephora —, a melhor opção para os fãs é curtir águas passadas com o dissabor que só os nostálgicos por imposição compartilham.
Marcelo Vieira





