Rage In My Eyes – “Spiral” (EP) (2021)

Rage In My Eyes - Spiral
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Rage In My Eyes “Spiral” (EP) (2021)
Independente
#PowerMetal, #SpeedMetal, #HeavyMetal

Para fãs de Angra, Stratovarius, Labyrinth

Nota: 9,5

Como é bom escrever sobre gratas surpresas! Ainda mais quando elas vêm de terras tupiniquins. A bola da vez é o EP dos gaúchos do Rage In My Eyes, que lançaram seu primeiro álbum, “Ice Cell”, em 2019. Apesar disso, a banda é bastante experiente, pois foi unida muitos anos antes, sob o nome de Scelerata. Me lembro de certa vez, em meados dos anos 2000, ter me encantado tanto com o som desses caras num show de abertura para o Edguy, no Rio de Janeiro, que corri para o merchandising após o show garantir um CD que guardo até hoje. De lá pra cá, a banda tem se aliado a grandes nomes, e aberto grandes shows, inclusive do Iron Maiden em 2019, já na formação atual.

Após uma pequena introdução, o quarteto mostra a que veio com a feroz “And Then Came the Storm”, uma ode ao mais puro e clássico power metal. O álbum segue faiscante, com faixas velozes, riffs destruidores, e solos muito bem elaborados e executados, que extrapolam o gênero e exploram sonoridades e ambientações que viajam do folk ao metal clássico. Destaques também para a voz potente e versátil de Jonathas Pozo.

Se aventurando por um estilo que vem sendo explorado até sua última gota, sempre surge uma sombra de preocupação quando fico diante de um álbum de power metal de uma banda (de certa forma) recém-formada. Os ouvidos cansados do público, muitas vezes bastante exigentes, anseiam por elementos novos e originais como terra seca anseia por chuva. E foi exatamente o que me enganchou no trabalho do Rage In My Eyes. Um dos destaques do EP fica por conta da balada acústica (pois é) “Spark of Hope”, que conta com um trecho em acordeão fascinante, além de trechos em português muito bem colocados. Em seu teor, a banda se configura com os pés no power, mas explora outros ambientes com coesão e fluidez.

Em meio ao caos da pandemia, a banda aborda temas sobre adaptação, luto, autoconhecimento, e resiliência emocional de uma forma pertinente e atual, mantendo os olhos na esperança em um futuro melhor. Para uma produção independente, o EP vem com uma excelente qualidade, tanto no esmero da produção, quanto na proposta musical, e prenuncia um grande álbum a caminho.

Will Menezes

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