Saboter – “Architects of Evil” (2018)

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Saboter – “Architects of Evil” (2018)
No Remorse Records
#HeavyMetal#SpeedMetal

Para fãs de: Judas PriestAccept

Nota: 8,0

A Grécia é um país profundamente ligado em suas raízes históricas, sua mitologia e o culto por deuses do passado. Pois vindos diretamente do país dos Jogos Olímpicos, o Saboter nasceu há quatro anos com essa mesma proposta saudosista e histórica. Só que ao invés de Zeus e Poseidon, os deuses cultuados aqui são Rob Halford, Udo Dirkschneider e outros expoentes do panteão do metal.

Se o começo de “Architects of Evil” é morno com uma genérica “The Temple of R’lyeh”, o disco ganha em criatividade em “Golden Owl” e na cadenciada “The Glory We March”, onde a voz de Antonis Valias soa poderosa acompanhada de boas levadas instrumentais. Apesar de não contribuir para o girar da grande roda da música que deve apontar sempre para frente, vez ou outra uma banda muito inspirada em sonoridades batidas conseguem sobressair.

“Sword of the Guardian” adiciona velocidade à mistura, enquanto “Order Of Charity” e seus quase 10 minutos ratifica o compromisso do disco com músicas mais longas do que o comum para o estilo. Esta última traz diversos climas e intercala cavalgadas com solos e partes mais lentas. “Architects of Evil” traz bons elementos como o baixo de Nick Markoutsakis (que acumula a função de guitarra base) e os solos do outro guitarrista, Chris Tsakiropoulos, sempre muito bem feitos.

Falta ao disco um grande hit ou algo que marque mais a audição, mas a sonoridade clássica não enjoa. A voz de Antonis é um grande chamariz, com aquela pegada Rob Halford que não tem como ficar ruim. Ao fim, a banda tem seu público e entrega um disco honesto, mas, para galgar seu lugar no panteão dos deuses, é preciso mais elementos que a distinguem do passado.

Gustavo Maiato

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