
Blackwater Commotion – “Strike One” (2019)
Concorde Music Company
#HardRock, #RocknRoll
Para fãs de: AC/DC, Nazareth, RATT, Quiet Riot, Motley Crue
Nota: 6,0
“Strike One”, primeiro álbum do Blackwater Commotion, é aquele copo com água até a metade.
Você pode olhar para ele e pensar, poxa, este copo está meio vazio! Afinal ele soa como apenas mais um filho pouco ousado do AC/DC e do Ratt, onde fica difícil estabelecer o limite entre a cópia e o tributo (pra usar um termo mais elegante).
Ouça “Metal Child”, por exemplo, e me responda até que ponto eles se inspiraram e não copiaram “Round And Round”, do Ratt, para criar seu riff, e “Make It Through the Night” não é uma colagem de ideias do Judas Priest?
Além disso, o álbum vem recheado de faixas mornas, como “Waiting” e “I Wish You Know”, e a produção orgânica deu o tom vintage, mas deixou tudo bem inofensivo aos ouvidos.
Por outro lado, você pode olhar pelo copo meio cheio, também! As composições vão do peso clássico às baladas emocionais, sem a pretensão de ir além de tocar alto, e louvar os clichês dos anos oitenta e setenta. Ou seja, diversão e Rock N’ Roll.
E faixas como “Sled of Comming”, a já citada “Metal Child”, “You’d Better Hide Out” podem até serem boas doses de Rock movidos a riffs simples, refrões fáceis e certa adrenalina. “Long Hard Ride”, que parece uma balada do Nazareth, até que convence pela maneira que encaixa os clichês.
No saldo final, todos nós sabemos que originalidade não é o mais importante quando se fala de Rock n’ Roll. Porém, personalidade, algo carente em “Strike One”, é crucial para que uma banda não seja esquecida quando o silêncio após a última música se abrir.
Se o copo oferecido pelos finlandeses do Blackwater Commotion, com uma mistura heterogênea de Hard N’ Heavy oitentista com Classic Rock setentista, estará meio cheio ou meio vazio, vai depender da sua sede! Pra mim, até sobrou uns dois goles no copo!
Marcelo Lopes Vieira





