Doom:Vs – “Earthless” (2014/2019) (Relançamento)

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Doom:Vs – “Earthless” (2014/2019) (Relançamento)
Solitude Productions Cold Art Industry Records
#FuneralDoomDeathMetal#MelodicDoomMetal#DeathDoomMetal

Para fãs de: CloudsSaturnusWoe Unto Me, Hamferd, The 11th Hour

Nota: 10

Ainda que curta, o Doom:Vs possuí uma referencial e sólida discografia – em 15 invernos, são apenas três álbuns;– lídimos e monumentais capítulos do Funeral Doom Metal contemporâneo.

“Earthless”, seu mais recente registro foi lançado em 2014 e assim como em seus antecessores, temos o versátil mentor, Johan Ericson no domínio de todo o instrumental e vozes limpas, já nos guturais, a voz do dinamarquês, Saturnus – Thomas A.G. Jensen; em resumo, uma união de titãs, cujo resultado não teria como ser outro, uma esplêndida obra prima!

A ser dito que apesar da banda ser enquadrada no Funeral Doom, a mesma possui uma sonoridade que vai além do mesmo, abrangendo o Death, Melodic, o Tradicional e por vezes, o Atmospheric Doom, sendo assim, temos um disco diversificado e vasto, e longe da monotonia e previsibilidade tão comum em alguns discos do gênero, parcos de criatividade.

Dividido em seis parágrafos, “Earthless”, a faixa título fica com a função de iniciá-lo e assim o faz, de forma irrepreensível, o Funeral Doom em toda sua pompa e obscura majestade; sintetizando em pouco mais de sete minutos tudo que o álbum tem a ofertar, visões desoladoras, tristeza e resignação – reflexões sobre a fibra e dor, que tem na música, seu plano de fundo ou melhor, sua morfina.

“A Quietly Forming Collapse” possui traços, tanto do Saturnus, como também do poderoso, Draconian, a banda principalmente de Johan Ericson, enquanto que, “White Coffins” é uma real sinfonia, constituída por riffs maciços, passagens melodicas e a vigorosa e profunda interpretação vocal de Thomas Jensen.

“The Dead Swan Of The Woods” e sua sucessora, a “Oceans Of Despair”, possuem estruturas similares – tanto nas harmonias vocais, como também nas consternadas melodias que as permeiam. “The Slow Ascent” sela o trabalho com a devida carga fúnebre e melancólica que um trabalho dessa magnitude necessita – atmosférica e consternada em épicas proporções; a beleza do fim em sua concepção mais
enternecedora. Isso é Funeral Doom e é assim mesmo que ele deve soar!

Fábio Miloch

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