The Unity – “Pride” (2020)

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The Unity – “Pride” (2020)
Steamhammer
#MelodicPowerMetal

Para fãs de: Dream EvilFirewindGamma Ray

Nota: 9,0

Como se dois álbuns de estúdio — um autointitulado em 2017 e outro, “Rise”, em 2018 —, turnês ao lado de nomes como Sinner, Edguy e Axel Rudi Pell e apresentações em alguns festivais de renome na Europa não tivessem bastado para provar para público e crítica que o The Unity não é só um passatempo do guitarrista Henjo Richter e do baterista Michael Ehré, ambos do Gamma Ray, o grupo chega ao seu terceiro e possivelmente melhor trabalho.

Do ponto de vista musical, não houve mudanças drásticas — o som apresentado neste “Pride” segue à risca a cartilha do metal melódico contemporâneo, que permite flertes pontuais com o hard rock padrão europeu e pequenas porções de exibicionismo —, mas é notável que a banda — composta ainda por Gianbattista Manenti (vocais), Stef (guitarra), Jogi Sweers (baixo) e Sascha Onnen (teclados) —, com o perdão do trocadilho, parece ter encontrado a unidade, uma qualidade que pouco se manifesta em seus lançamentos anteriores, os quais pareciam sustentados por uma relação patrão-empregado. Trocando em miúdos, é como se o tempo e a convivência tivessem feito a sua mágica, e a noção de hierarquia tenha se diluído numa quase irmandade que reflete na identidade do produto final.

Democratizados os holofotes, todos os integrantes se sobressaem de maneira igualitária, e quando isso acontece, é como o Yugi reunindo todas as partes do Exodia: vem monstro e ao adversário resta apenas pedir para cagar e sair. Trazendo a referência geek para o contexto headbanger, ao ouvinte cabe somente colocar o volume no máximo e bater cabeça como se o torcicolo do dia seguinte fosse fake news ao som de ‘musicões’ do porte das prévias “We Don’t Need Them Here” e “Line and Sinker”. Momentos diferenciados ficam a cargo do encontro de Deep Purple com ZZ Top com Van Halen que atende pelo nome de “Rusty Cadillac” e “Angel of Dawn”, graduada na escola de Yngwie Malmsteen de quase baladas. Disponível a partir de 13 de março em CD, LP e nas plataformas digitais.

Marcelo Vieira

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