DeadRisen – “DeadRisen” (2020)

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DeadRisen – “DeadRisen” (2020)
AFM Records
#HeavyMetal#ProgressiveMetal

Para fãs de: Symphony XFates WarningDream Theater

Nota: 9,0

O DeadRisen é uma banda americana formada em 2019 pelo guitarrista Rod Rivera e pelo baixista do Symphony X, Mike LePond. A dupla une forças com os demais músicos, todos de Nova Iorque e Nova Jersey: o tecladista Tony Stahl, o baterista Dan Prestup e o vocalista Will Shaw. O que o quinteto apresenta é um trabalho que irá levar ao delírio fãs do Prog Metal tradicional. Todos os elementos do estilo estão aqui, porém com uma roupagem totalmente heavy. Logo na primeira audição, fica claro que as composições e os arranjos foram feitos sob medida para que cada um dos integrantes brilhe. Em cada segundo deste autointitulado trabalho de estreia, cada um dos músicos entrega técnica, classe, velocidade e uma incrível habilidade para prender a atenção do ouvinte.

Os riffs de Rivera são criativos e cheios de peso, enquanto os solos variam do neoclássico ao latino (ouça “The Maker” e “Visions”). Mas não espere ‘fritações’ e solos do tipo ‘qualquer nota desde que seja veloz’. Rod usa toda a sua técnica a favor da musicalidade dos temas. LePond tem as suas linhas de baixo destacadas abundantemente durante todo o trabalho e faz um casamento perfeito com a bateria extremamente técnica de Prestup. Stahl é daqueles tecladistas que se destacam pela variedade de timbres, tanto em climas mais anos 70 como também nos mais atuais. Inclusive, podemos destacar como pontos altos de “DeadRisen” os duelos teclados versus guitarras durante boa parte das composições. Por último, mas não menos importante, a voz de Shaw completa de forma excepcional o trabalho em equipe. Seja em momentos mais melodiosos como na bela “Reach For The Sun” ou em outros de pura fúria, como em “Chains Of Time”, o ‘nome do meio’ de Shaw é versatilidade.

Altamente recomendado para fãs de Prog Metal, a estreia do DeadRisen é um belo trabalho, especialmente dado o alto gabarito dos músicos. Antes que eu me esqueça, o álbum fecha com um bom cover para “For Whom The Bell Tolls”, do Metallica. Se gostou do que leu, não deixe de conferir.

José Henrique

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