
Monstractor – “Back From the Junkyard” (2020)
Independente
#GrooveMetal, #SouthernMetal, #StonerMetal
Para fãs de: Black Label Society, Exhorder, Down, Grand Magus
Nota: 8,5
Formado no ano de 2012, o Monstractor vem cada vez mais conquistando o teu espaço de destaque no cenário nacional. Chegando agora com o seu aguardado segundo álbum de estúdio, “Back From the Junkyard”, a banda mostra uma boa evolução em comparação ao comentadíssimo “Recycling Thrash”, de 2015, que na época recebeu diversos elogios de fãs e imprensa.
Após 5 anos, era chegada a hora de um novo disco, e como é bom apertar o play e não se decepcionar. Por mais que seu antecessor tenha agradado em cheio, sempre fica aquela ponta de expectativa para ver o quanto um grupo evoluiu entre um álbum e outro. Em “Back From the Junkyard”, os caras seguem pesados, “grudentos”, bastante arrastados e com tudo uma sonoridade suja, que caiu como uma luva para o estilo, que levanta a formula musical que muitas bandas faziam na década de 90 e início dos anos 2000, mas que aos meus olhos e ouvidos, o Monstractor mais do se inspirar em grandes nomes do passado, olham para frente e criam o seu próprio jeito de ser e legado.
Além do que foi descrito acima outra coisa que chama a atenção são as mudanças abruptas de ritmos nas faixas, o que deixa a audição melhor, saindo da mesmice. Momentos agressivos se confundem com instantes soturnos, densos e que também traz um tom cativante liricamente falando. As melodias vocais são um frescor aos urros cavernosos em meio a letras que curiosamente tratam muito desse momento caótico e nebuloso que estamos vivendo de uma “guerra silenciosa e invisível”, de um vírus que está trazendo caos e perdas a esse mundo judiado por toda uma raça (des) humana, no final, o Monstractor lançou um quebra-cabeça sonoro, cada detalhe, seja musical ou visual se encaixam perfeitamente a quem resolver ouvir.
Destaques? “Against All”, “March to the Sun”, “Taken” e “Sasquatch”.
William Ribas





