Rider – “Midnight Line” (2020)

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Rider“Midnight Line” (2020)
Independente
#HeavyMetal, #NWOBHM

Para fãs de: Iron Maiden, Warlord, Saxon

Nota: 9,0

Fãs do puro metal dos anos 80, preparem-se para uma viagem de volta a quando as coisas eram mais simples e feitas com autêntica paixão.

De São Paulo vem o Rider, que já está na pista desde 2011, e nessa trajetória já abriram shows de gente como Exciter e Salário Mino, e agora soltam seu primeiro álbum chamado “Midnight Line”.

O som aqui é o heavy metal em seu estado bruto, clássico e atemporal, guiado por uma talentosa dupla de guitarristas, com uma cozinha eficiente e um vocal perfeito para o estilo.

Quando os acordes iniciais de “Iron Mask” começam a rolar, o saudosismo é inevitável. A faixa de abertura de “Midnight Line” nos remete de tal forma à época de ouro do metal que chega ao ponto de você sentir a falta do chiado característico do vinil.

Após esse pontapé inicial, a viagem aos anos 80 segue nas faixas seguintes, com canções que passeiam pela NWOBHM com muita paixão e honestidade. Warlord e Iron Maiden são referências óbvias, mas mesmo em um estilo onde não há absolutamente mais nada a se inventar o Rider consegue imprimir sua identidade e não soa como mera cópia.

Todas as canções do disco são muito boas, mas há alguns destaques dignos de nota: A já citada “Iron Mask” que abre o álbum com muita energia, “Child in the Night” (Minha favorita) com suas guitarras incríveis, a instrumental “Riders” com seus riffs empolgantes e a mais longa de todas “Tyrants Falling” que fecha o CD.

A competência da dupla de guitarristas Luke D. Couto e Fernando Martinandes são a força motora desta surpreendente banda. Riffs consistentes, muitos e muitos duetos e solos arrebatadores criam a cama perfeita para que o vocal competente de César Caçador nos remete a era dourada do metal.

Uma única ressalva é que a mixagem do álbum às vezes parece privilegiar as guitarras e com isso a bateria e principalmente o baixo de Klébio Moura ficaram escondidos em alguns momentos, mas ainda assim o saldo é extremamente positivo.

O som do Driver não é exatamente original, mas é feito com tanta paixão e honestidade que absolutamente nada mais importa.

Apenas pegue uma cerva, coloque o volume no máximo e aproveite a maravilhosa sensação de nostalgia que “Midnight Line” nos causa, fora o prazer que é ouvir um Heavy Metal sendo muito bem executado. Feito por gente que parece amar o que faz, de Bangers para Bangers.

Hail Driver!

Thiago Barcellos

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