
Illusory – “Crimson Wreath” (2021)
Rockshots Records
#TraditionalMetal, #HeavyMetal, #NWOBHM
Para fãs de: Iron Maiden, Queensryche, Savatage
Nota: 7,0
Embora o nome Illusory possa passar desapercebido na memória de muitos, o sexteto grego já está na estrada há cerca de 30 anos. Mas até pouco tempo atrás, a banda ainda era conhecida como The Ivory Tower. Entretanto, mesmo após tanto tempo de estrada, a banda lança apenas o seu terceiro álbum, “Crimson Wreath”.
O trabalho é uma árvore que foi regada com águas promissoras. Conceitual, aborda a guerra e suas consequências, tema já exaustivamente explorado por outras bandas ao longo das décadas mas, sendo algo ao mesmo tempo terrível mas que expõe facetas fascinantes da psique humana, é uma fonte inesgotável de discussões, reflexões, e aprendizado. Durante a composição do álbum, o guitarrista George Papantonis perdeu seus pais, o que deu origem a três faixas que abordam perda e luto. Portanto, liricamente o álbum é denso e interessante.
Já musicalmente, o álbum tem várias faixas promissoras, e consegue fazer algo que geralmente se mostra um grande desafio: convencer o ouvinte a ir em frente, após a primeira faixa, a enérgica e cadenciada “Besetting Sins”. Entretanto, “Crimson Wreath” é uma jornada de 80 minutos de audição; um álbum longo precisa ser bem distribuído e equilibrado, sabendo conduzir o ouvinte por seus momentos, o que não acontece aqui. Os interlúdios e as músicas não tão promissoras diluem a qualidade dos highlights do álbum, o que sabota o trabalho como um todo. Um corte com os 50 melhores minutos de “Crimson Wreath” traria um álbum excelente, cuja resenha seria muito mais positiva.
Ainda assim os destaques são dignos de atenção. Além da já mencionada faixa de abertura, “Ashes to Dust” é uma ótima audição, com excelente refrão, riffs, solos e condução. “The Isle of Shadows” é um mergulho soturno nas águas do luto materno, com arranjo épico, riffs poderosos, e sentimentos transbordando da interpretação dos corais e da voz principal. A sonoridade da banda se mantém próxima aos trabalhos anteriores. Algo de Iron Maiden nas dobras de guitarra, um quê de Iced Earth nos riffs, algo de Sabaton nos refrães poderosos e melódicos; sem muitas firulas, um puro e tradicional heavy metal, com leves toques de power. Mas os pontos baixos da “montanha russa” deixam o álbum inconsistente e diluído, o que compromete o resultado final.
Bom trabalho e desempenho dos gregos, mas a produção poderia ter tornado “Crimson Wreath” um álbum mais conciso, e infinitamente mais impactante. Realmente uma pena.
Will Menezes





