
Avantasia – “A Paranormal Evening with the Moonflower Society” (2022)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#PowerMetal, #SymphonicPowerMetal
Para fãs de: Helloween, Edguy, Ayreon
Nota: 9,0
Já com mais de 20 anos de estrada, o então projeto Avantasia, do fantástico Tobias Sammet, já se transformou em algo muito maior: uma verdadeira instituição do Power Metal mundial, que já chega a seu novo disco completo de estúdio.
Sem grandes mudanças ou rompantes criativos, o disco segue a fórmula de seus antecessores. Climas épicos, levadas aceleradas, ótimas melodias, refrões grudentos (no bom sentido) e alguns dos melhores vocalistas do mundo como convidados. Dá pra dizer que o álbum tem absolutamente tudo que um fã da banda pode esperar.
Não costumo fazer isso nas minhas resenhas, mas um lançamento dessa magnitude merece um faixa a faixa. Vamos lá.
“Welcome to the Shadows” – a faixa de abertura começa com um clima cativante e uma atmosfera um tanto fantasmagórica, mas logo evolui pra se tornar uma música típica do Avantasia, com destaque para o refrão em coro, que faz todo mundo sair cantando junto logo de cara.
“The Wicked Rule The Night” – rápida, direta, pesada e com um show do vocalista Ralf Scheepers, a música parece ter saído diretamente de um disco do Primal Fear. Dá uma energizada e punch ao álbum. Certamente uma das minhas favoritas. Assim como a faixa de abertura, tem tudo pra funcionar muito bem ao vivo.
“Kill The Pain Away” – a primeira das faixas com participação da grande Floor Jansen (Nightwish), presença sempre obrigatória, não chega a empolgar. Com um miolo instrumental meio sem graça, é apenas o refrão, com combinação das vozes de Floor e Tobias, que dá uma animada.
“The Inmost Light” – aqui é Michael Kiske (Helloween), outra figurinha carimbada nos discos do Avantasia, quem dá as caras pela primeira vez. E a faixa é um Power Metal bem típico, de levada acelerada e um ótimo trabalho de guitarras.
“Misplaced Among The Angels” – outro dentre os vários singles lançados antes do disco, esse som é mais compassado e serve pra dar uma quebrada no ritmo do disco. Mas é muito bem construído e traz outro refrão que vai entrar na sua cabeça pra sempre, além de um lindo solo de guitarra. Floor Jansen divide os microfones com Tobias novamente. Outro ponto do álbum pra mim.
“I Tame The Storm” – contando com a participação do mestre Jorn Lande, que dá um toque um pouco mais agressivo na sonoridade, é uma música agradável e fácil de gostar, com passagens instrumentais que flertam com o Prog.
“Paper Plane” – é a balada mais balada do disco, e possivelmente a faixa mais fraca e sem inspiração. A presença de Ronnie Atkins (Pretty Maids), outro residente no Avantasia, me pareceu um pouco desperdiçada aqui.
“The Moonflower Society” – a faixa começa com um tecladão anos 80 em destaque, que logo casa perfeitamente com a voz do lendário Bob Catley. O ponto alto, mais uma vez, é o refrão convidativo e cheio de melodia, mas as levadas instrumentais no meio da música também agradam bastante.
“Rhyme And Reason” – a lenda da vez é Eric Martin (Mr. Big), numa faixa que também se propõe a ser um típico Power Metal de levada acelerada e refrão bem alto. A intensidade da música dá mais um punch pro disco, que começa a se direcionar pro final.
“Scars” – a faixa começa bem lenta, comandada pela belíssima na voz de Geoff Tate (ex Queensryche). Essa levada volta a aparecer no decorrer da música, em contraponto ao refrão bem mais animado. Mas também não é das melhores do disco.
“Arabesque” – o arremate do álbum se dá de forma muito sólida. Essa faixa, um épico de 10 minutos, é a mais trabalhada e variada, em termos harmônicos, de todo o disco. A música traz uma atmosfera sonora a lá Oriente Médio que me remeteu diretamente ao som da banda Myrath. Aqui o flerte com o Prog é bem intenso, o que muito me agrada. Também entra no meu rol de favoritas. Aliás, com a trinca Sammet, Kiske e Tate, não tinha muito como dar errado.
Em resumo, um belo disco, que faz jus à fantástica história do Avantasia e que certamente vai agradar a todos os fãs do estilo. Não deixe de ouvir!
Luiz Gustaco Santos









