Riot
– “Shine On” (2017) (Relançamento)
Metal Blade Records
#MelodicPowerMetal, #HeavyMetal
Nota: 8,0
No fim da década de 1990, já com o excelente Mike DiMeo nos vocais, a banda Riot dava vida a uma de suas melhores fases da discografia, longe da primitiva versão setentista, ou da metálica fase oitentista, investindo numa linha mais melódica de bandas como Rainbow e Whitesnake, com toques de Power Metal, tão em voga à época.
Após o injustiçado álbum “Inishmore” (1998), o ápice da fase com Mike DiMeo nos vocais, o Riot lançou o álbum ao vivo “Shine On” (1999), registrado no Japão, com um repertório que compreendia, na sua maioria, a fase do “novo” vocalista, completada por “Nightbreaker” (1993), e “The Brethren of Long House” (1996) até aquele período.
E fica evidente neste registro a intensidade e energia que emanavam no palco, com músicos experientes, de técnica apurada, e com os vocais classudos de DiMeo, numa performance que esbanja feeling, rivalizando pelo protagonismo nos arranjos e passagens com as palhetadas incendiárias do mestre Mark Reale.
Todavia, são nos clássicos “Sword and Tequila”, “Outlaw”, “Thundersteel” e “Warrior”, que somos obrigados a assumir duas verdades. A primeira é que a fase setentista da banda é, realmente, a melhor de sua discografia. E, em segundo lugar, quase como um paradoxo, fica claro pelos bootlegs ao vivo que podem ser conferidos na internet, que estes clássicos ficam melhores ainda na voz de DiMeo.
Só acho que a produção podia ser melhor, principalmente no que tange à bateria, e na captação dos vocais, mas a energia é tão intensa e pulsante, principalmente nos momentos em que as guitarras tomam frente, que até mesmo ignoramos alguns problemas técnicos do registro.
Este álbum é mais um da série de relançamentos da banda, via Metal Blade, também remasterizado por Patrick Engel, e com um DVD bônus, trazendo um show na íntegra resgistrado em janeiro de 1998 além de clipes e performances ao vivo extras, dando a oportunidade aos novos fãs de saborear um pouco do clima da banda em cima dos palcos, em uma de suas melhores formações.
Aos meus ouvidos, o melhor álbum ao vivo oficial da banda.
Marcelo Lopes Vieira





