Scalpel
– “Methods to Delusion” (2017)
Independente
#DeathMetal, #BrutalDeathMetal, #Gore
Nota: 8,5
Não sei se é uma alusão ou não, mas o nome Scalpel (bisturi em inglês) designa com precisão o arregaço que é o som da banda. Pense em algo brutal, doentio e técnico. Você terá tudo isso e mais um pouco em “Methods to Delusion”, mais novo tutorial de destruição do Scalpel.
Um surto psicótico de quebradeira infernal, associado a um ritmo quase ensandecido entre peso e velocidade perfazem do álbum algo impressionante em termos de música extrema. Em uma primeira instância é impossível uma total assimilação, mas depois de umas boas três audições a coisa desce redondo e você já se encontra em estado catatônico, ou projetando a cabeça contra a parede.
Como gosto de tudo muito bem elucidado, posso dizer que, caso o Suffocation ou o Dying Fetus se tornassem propositalmente mais despojados e revelassem ao mundo seu espírito punk, isso talvez soasse como o Scalpel. Entendeu onde estamos pisando, Sr. leitor? Sim, e nesse âmbito, “Methods to Delusion” é entretenimento de primeira para desajustados mentais com fortes tendências homicidas.
Único pormenor que me incomodou um pouco foi a qualidade de gravação, muito baixa em determinados momentos, mas nada que deprecie demasiadamente o produto final, embora creia que se esse pequeno detalhe fosse sanado, pérolas da degradação como “The Stink”, “Brooding in the Gloom” e “Lung Butter” (com seu início parodiando de leve a “Sweet Leaf” do Sabbath) soariam ainda mais asquerosas e pustulentas. Ainda assim, “Methods to Delusion” é essencial para fãs de um bom Death Metal brutal. Confira!
Ricardo L. Costa





