Powerwolf – “Wake Up The Wicked” (2024)
Napalm Records | Shinigami Records
#PowerMetal #HeavyMetal
Para fãs de: Sabaton, Dream Evil, Grave Digger
Texto por Lucas David
Nota: 9,0
Inimitável e imparável, o Powerwolf se tornou uma das maiores bandas de metal do mundo na última década. Assumindo uma imagem mais gótica, contrária a toda a pompa impetuosa do Power Metal mainstream, os alemães formaram seu nicho com grande habilidade. Cada novo disco deu mais força a sua ascensão à glória, e assim o Powerwolf dominou a arte de tornar tudo o que cria grandioso.
Seu décimo álbum de estúdio (se você incluir o curto “Interludium” lançado ano passado),”Wake Up The Wicked” está destinado a ser um sucesso colossal, dando crédito a banda para que isso pareça tão comprometido com o objetivo de ser épico. É um álbum cheio de hinos de Heavy Metal instantaneamente memoráveis, todos ornamentados com toques religiosos e a extravagância orquestral que se tornaram marcas registradas tão importantes. Nesse sentido, pelo menos, o Powerwolf não está oferecendo aos seus fãs nada de particularmente novo aqui, mas como em “Call of the Wild” de 2021, “Wake Up The Wicked” é uma demonstração de bravura e confiança.
A abertura com “Bless ‘Em With The Blade” beira a perfeição, sendo uma canção de menos de três minutos com um ritmo alucinante, mostrando um incrível trabalho de produção que eleva cada momento da faixa. “Sinners of The Seven Seas” entrega um refrão que certamente será cantado por todos nos shows, graças também a banda ter adotado um ar alegre e edificante, ao mesmo tempo em que mantém a aura sombria e de mistério.
“Kyrie Klitorem” é um hino grandioso, com um toque fantástico de AOR e com um refrão poderoso, daqueles que faz você aumentar o volume, e que melhora instantaneamente seu dia. “Heretic Hunters” tem toques de Folk Metal, mas que logo explode com um vocal impiedoso de Attila Dorn. A voz extraordinária e o imenso carisma do cantor têm sido uma parte fundamental do sucesso do Powerwolf, e ele nunca soou mais forte ou mais autoritário do que aqui.
Com um conjunto de músicas absurdamente consistentes, como na quase dançante “Viva Vulgata” e na faixa-título, que tem um riff puro Heavy Metal, contando com guitarras mais pesadas e um ótimo solo, a banda prova que a ambição faz bem quando se trata de quão grande sua música pode ficar, e que sendo melhor e mais direto do que nunca, o Powerwolf alcançou o topo do jogo.





