Accept – “The Rise Of Chaos” (2017)

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Accept – “The Rise Of Chaos” (2017)
Nuclear Blast
#HeavyMetal

Nota: 9,5

Reis nunca perdem sua majestade. Isso é literalmente aplicado aos alemães do Accept, uma verdadeira instituição do Heavy Metal mundial ao lado de Judas PriestSaxon e Iron Maiden.

Mark Tornillo, nasceu para ser vocalista do Accept chegando ao ponto de que a maioria esmagadora dos fãs antigos da banda sequer sintam falta de Udo Dirkschneider. Sim meus amigos, eu também sou #teamMarkTornillo, com todo respeito à toda obra que Udo gravou com a banda, que não foram poucas e estão devidamente guardadas a sete chaves dentro de nossos corações. Os vocais de Mark, além de serem mais sujos e rasgados, “sangram” nossos ouvidos! Quer coisa melhor? (risos)

O quarto álbum de estúdio com Mark nos vocais segue a risca o que todos imaginam e querem do Accept após ouvirem sua estreia em “Blood Of The Nations” (2010): Heavy Metal na fuça, caótico, pesado e “fedendo” a couro molhado de suor. “The Rise Of Chaos” traz tudo isso de forma que imediatamente colocam-no na cola de “Blood Of The Nations”, que hoje é um clássico e uma verdadeira aula de como se fazer metal. “Stalingrad” (2012) e “Blind Rage” (2014) foram ótimos álbuns? Sim, foram, mas este novo engole ambos juntos com farinha e palita os dentes com os ex-membros que abandonaram o barco sem dó nenhuma.

É sabido que, já no magnânimo CD/DVD ao vivo “Restless & Live” que saiu no começo desse ano, os novos integrantes Uwe Lulis (guitarra) e Christopher Williams (bateria) trouxeram não só gás novo à banda, mas sim mais atitude, energia, técnica e criatividade nas composições que “metalizou” ainda mais o que já era forjado em aço. Nesse novo álbum as composições são nitidamente mais “agressivas”, mais “na lata” e com riffs de guitarra mais viscerais deixando toda a classe da sonoridade “acceptiana” mais encorpada. Belo exemplo disso é a dupla que abre o álbum: “Die By The Sword” (belíssima) e “Hole In The Head” que cravam seus riffs e solos direto na espinha do ouvinte! Palmas para o mestreWolf Hoffmann que mais uma vez nos dá uma aula de como criar metal “classudo” de qualidade.

Christopher desce o sarrafo sem dó em levadas massacrantes que junto de Peter Baltes deixaram o som ainda mais encorpado, mas tudo isso uma grande parcela de “culpa” vai para um dos melhores produtores de Metal na atualidade: Mr. Andy Sneap. Sabe aquele cara que entra no time para somar e humilhar os adversários? É ele. Tudo que ele poe a mão fica pesado, ultrajante, visceral, nítido e recheado de camadas. Ou seja, tudo que o Accept precisava e não a toa que Andy é considerado “quase” um sexto membro da banda.

Não fica só por ai não, temos a ótima faixa título com seu riff cortante, e a estupenda “No Regrets”, que para mim é o grande destaque do álbum por conta dos riffs ganchudos e a bateria soando como metralhadora num andamento frenético que parece uma marcha para te levar a uma guilhotina! E as arrasa quarteirões “World Colling”, “Carry The Weight” e “Race To Extinction”, essa última que mesmo com seu andamento mais melódico agrada em cheio. Sensacional!

Bom, o que todos querem saber é: Um excelente álbum que mantém a excelência na posição de mestres e que a cada faixa te faz enrijecer o pulso no ar e gritar: METAL!!! Só não dei nota máxima pelo simples motivo que, mesmo com 10 faixas dignas, gostaria que ainda tivéssemos mais uma 5 nesse padrão (risos).

E guardem bem o que vou dizer: Wolf e Uwe é a mais “nova” (entre aspas porquê os caras já estão na ativa há décadas) dupla de guitarristas que vai dar o que falar. E o melhor de tudo, o Accept agora tem muita lenha para queimar!

Johnny Z.

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