Sinsaenum – “In Devastation” (2025)
earMusic
#DeathMetal #BlackenedDeathMetal #GrooveMetal
Para fãs de: Deicide, Firespawn, Behemoth
Texto por Lucas David
Nota: 9,0
Um dos supergrupos mais fortes que surgiram na cena extrema retorna após sete longos anos e apresenta “In Devastation”, uma avalanche de Blackened Death Metal forjada em luto e tristeza. É o primeiro disco sem o icônico baterista e fundador do Slipknot, Joey Jordison, e também marca um momento delicado após a morte do pai do guitarrista Frédéric Leclercq (baixista do Kreator). O álbum funciona como o “próximo passo” da banda e uma homenagem aos que se foram.
Como esperado, um tom melancólico paira sobre o disco. Porém, ao lidar com a perda, a banda escolheu se reerguer das cinzas com determinação, transformando a dor em um ataque feroz. A faixa-título dá o tom logo de cara: uma música impactante com ecos de Behemoth, marcada por batidas explosivas, pelos vocais rosnados de Attila Csihar (Mayhem, Tormentor) e por uma muralha sonora avassaladora.
“Cede to Thunder” segue como um ataque sem misericórdia, com blast beats dominando a faixa e vocais ainda mais agressivos. Os solos de guitarra são afiados e evidenciam o domínio da dupla Leclercq e Stéphane Buriez (Loudblast) ao longo de todo o álbum. Já “Spiritual Lies” traz uma pegada mais voltada ao Thrash Metal, acertando em cheio com sua avalanche de riffs, bateria marcante e mais uma aula de interpretação vocal da dupla Csihar e Sean Zatorsky (Dååth).
“Buried Alive” atinge o ouvinte como o equivalente sonoro a uma marreta no crânio, reforçada pelos vocais de Zatorsky e Csihar que repetem o título da faixa com tanto veneno que se teme pela integridade de suas cordas vocais.
E, quando parece que a banda já entregou tudo o que tinha, “Over the Red Wall” encerra o álbum com um estrondo poderoso. O novo baterista, Andre Joyzi (ex-técnico de Joey), dispara um ataque de bumbos duplos mais devastador que uma explosão, garantindo um desfecho glorioso.
“In Devastation” está longe de ser perfeito — às vezes irregular e sobrecarregado —, mas é cru, real e esmagadoramente pesado. Um retorno falho em alguns aspectos, mas feroz, de uma banda que ainda lamenta, ainda se enfurece e, acima de tudo, permanece de pé.





