Monstrosity – “Screams from Beneath The Surface” (2026)

Monstrosity
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Monstrosity – “Screams from Beneath The Surface” (2026)

Metal Blade Records
#DeathMetal #OldSchoolDeathMetal

Para fãs de: Sinister, Malevolent Creation, Benediction

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Considerado uma das lendas do Death Metal da Flórida, o Monstrosity, mesmo sem ter o mesmo reconhecimento de alguns de seus contemporâneos, nunca deixou de entregar trabalhos consistentes. A banda lançou poucos álbuns (apenas seis) em seus 36 anos de existência, mas jamais teve sua qualidade questionada. O retorno em 2018 com The Path Of Existence foi um grande acerto, entregando um disco que não se tornou um clássico instantâneo, mas trouxe uma dose mais do que generosa de Death Metal Old School — nos levando agora a Screams From Beneath The Surface, lançado via Metal Blade Records.

Em seu novo disco, o baterista Lee Harrison e o baixista Mark Van Erp, ambos da formação original, demonstram grandes ambições criativas que vão além de simplesmente revisitar o passado. A proposta aqui é avançar em novos territórios, algo perceptível já na abertura com “Banished To The Skies”. A faixa apresenta passagens ousadas e progressivas, com múltiplos riffs fora do padrão tradicional da banda, além de uma dramaticidade maior, explorando andamentos mais cadenciados e sombrios, com uma veia de metal tradicional envolta em distorção e ferocidade.

“The Colossal Rage” destaca os vocais de Ed Webb (ex-Massacre), que entrega uma performance primorosa e impactante. A agressividade não vem apenas dele, mas de toda a banda, provando que o espírito Old School segue vivo e pulsante, sustentando uma formação que supera fases anteriores, resultando em um verdadeiro triunfo técnico e brutal. “The Atrophied” surge como uma explosão furiosa de Death Metal, com riffs sujos e sufocantes de Matt Barnes, que também se destaca com solos frenéticos e cheios de técnica. Aqui, a banda mostra que permanece fiel às suas raízes enquanto expande seu som, sem abrir mão da brutalidade que construiu sua reputação desde o início.

A brutalidade se intensifica ainda mais em “Spiral”, que joga o ouvinte em uma verdadeira espiral de horror e desespero, com riffs em tremolo, bateria punitiva e vocais monstruosos. “Veil of Disillusion” chega carregada de mudanças de andamento, viradas precisas na bateria e solos virtuosos, encerrando o álbum com domínio absoluto, como um golpe final que garante que o impacto do disco permaneça na memória.

Assim como outros contemporâneos da cena da Flórida, o Monstrosity prova que o Death Metal nunca perdeu sua relevância. O gênero segue se renovando com novas bandas, mas também se fortalece quando seus veteranos continuam entregando trabalhos sólidos e encontrando novas formas de esmagar crânios. Screams From Beneath The Surface apresenta o Monstrosity em grande forma — onde só a morte é real.

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