Firewind
Local: Manifesto Bar, São Paulo/SP
Data: 10/03/2018
Produtora: Overload
Assessoria: The Ultimate Music
Fotos e texto por Johnny Z.
Pela primeira vez em nosso país, o Firewind liderado pelo exímio guitarrista Gus G (ex-Dream Evil/Ozzy Osbourne) veio cheio de energia para nossas terras, esperando um calor humano sem precedentes. Pena que tivemos poucos presentes no Manifesto Bar (lembrando que no mesmo dia a banda Epica tocava no Tropical Butantã e, talvez, isso tenha atrapalhado um pouco aqui), mas esses poucos fizeram a diferença se quadruplicaram a energia e o calor em relação ao seu número.
Enfim, uma banda já conhecida e de renome como o Firewind merecia um pouco mais de respeito/público, mas o fator Brasil, também, atrapalha por conta do excesso de shows que vem acontecendo em nosso país. Por um lado é ótimo pois temos sempre grandes bandas tocando em nosso país, mas por outro lado os valores dos ingressos, que no geral nunca foram baratos, nesse acúmulo de shows, deixam qualquer fã entre a cruz e a espada sem saber qual escolher porque fica bem difícil ir em todos.
Sobre o show, pontualmente as 19:30, com a casa bem vazia (devia ter umas 200 pessoas no máximo), Gus G (guitarra), Henning Basse (vocal), Petros Christo (baixo), Bob Katsionis (teclado/guitarra base) e Johan Nunez(bateria) não se incomodaram de forma alguma com isso e se esbaldaram em cima do palco.
Confesso que estava um pouco cabreiro quanto ao alcance vocal do vocalista Henning Basse (ex-Metalium), pois no Firewind sempre tiveram grandes vocalistas que sustentavam notas altíssimas, e Henning é conhecido mais pelos tons graves e pela sua inigualável simpatia e humor. Pois bem, mesmo não alcançando as notas altas nas músicas antigas ele se impôs de uma forma que caiu como uma luva em faixas como “Mercenary Man”, “Head Up High”, “Between Heaven And Hell”, “Tyranny” e etc. Sua simpatia e humor são dignos de nota, pois o cara cativa a todo instante com seu sorriso, interação e até mesmo com seus quilinhos a mais (risos). Ponto para a banda que soube como ninguém escolher o sucessor de Apollo Papathanasio.
Deixemos bem claro que, o Firewind é mais uma banda de Power Metal melódico que, por conta dos seus músicos extremamente técnicos, com exceção de Petros (baixo) que faz o básico arroz com feijão e que se mexer suas pernas umas duas vezes se perde todo (sem ofensas), dá gosto de vê-los em ação. Johan Nunez espanca com uma violência sua bateria que suas baquetas se quebram a todo instante (eu mesmo peguei uma totalmente rachada em duas), mas a dinâmica, solidez e sabedoria de suas batidas deixam qualquer um de queixo caído. Bob Katsionis é outro “desgraçado”, pois toca guitarra base e teclado, as vezes até JUNTOS (sim, os dois ao mesmo tempo!) que te dá ‘bug’ no cérebro tentando acompanha-lo! Monstro demais! Agora, Gus G., o que falar desse cara? Ele faz a sua guitarra parecer um brinquedo de criança, faz parecer tão fácil fazer aquelas maluquices. Chega a ser impressionante! Bom, não é a toa que Ozzy o escolheu em 2009 para sua banda solo, mas agora, com a volta de Zakk Wylde ao seu posto, Gus se dedica exclusivamente a sua carreira, tanto no Firewind como solo e todos saíram ganhando.
Voltando ao show, o som da bateria de Johan e da guitarra de Gus estavam excelentes, sendo a guitarra de Gus o instrumento mais destacado do show (ah vá, jura?). Não que os outros estivessem ruins, estavam bons, mas poderia estar um pouco mais bem equalizado em relação ao “chefe” (risos). Não prejudicou em nada, apenas um comentário pessoal meu, mesmo.
Todos cantavam praticamente cada palavra das letras, arrancando muitos sorrisos e emoção de Henning e Gus. Faixas como “Head Up High”, “Between Heavn And Hell”, “World On Fire”, “Mercenary Man”, “I Am The Anger” todos cantavam cada estrofe numa sinergia maravilhosa. Gus tocava tão perto de quem estava na frente que dava para sentir as cordas vibrando perto do rosto! Grandes momentos que só um show ao vivo consegue te dar, pois desculpem-me pela minha franqueza, a porra de uma tela de um computador/celular não te traz MERDA nenhuma a não ser dor de cabeça (risos).
Falando em interação, o que vimos na última música do setlist, “Falling To Pieces”, também cantada por todos, foi algo a não se esquecer mais. Gus G. simplesmente desce do palco, vai no meio do público e toca, sola, abraça, tira foto (no meio da música) lá com todo mundo, sem ‘mimimi’, ‘medinho’ ou porra nenhuma! Simplesmente interação em seu nível máximo!
Uma excelente apresentação que mesmo com pouco público ficará marcada na mente dos felizardos que estiveram lá! E que eles não demorem mais para voltar aqui!
Agradecimentos à Overload e a The Ultimate Music pela parceria de sempre!
Setlist:
Ode to Leonidas
We Defy
Head Up High
Few Against Many
Between Heaven and Hell
World on Fire
The Fire and the Fury
Hands of Time
Wars of Ages
Keyboard Solo
Lady of 1000 Sorrows
Mercenary Man
Tyranny
I Am the Anger
Live and Die by the Sword
Falling to Pieces














