
Lusca – “Broken Colossus” (2018)
Musical Tragedies
#DoomMetal, #IndustrialMetal, #PostMetal
Para fãs de: Skullflower, Godflesh, Jesu
Nota: 9,0
E aí, no pique de mergulhar nos recônditos mais lúgubres e lamacentos em que ritmo e melodia são capazes de, em forma de música soturna, levar a compreensão humana? Esta é a proposta nada palatável que o Lusca traz ao ouvinte por meio de 07 músicas neuroticamente repetitivas e minimalistas.
Fica a impressão de que, quando uma banda faz este tipo de opção sonora, o que pretende é convidar o ouvinte a rever seus conceitos e preconceitos sobre qual a função que a música deve ter nas vidas das pessoas: mero entretenimento? Diversão pura? Apenas repetir fórmulas para transmitir aquela sensação de bem estar de quando se ouve algo familiar pela milésima vez?
Aparentemente, o Lusca tem a intenção de trazer alternativas para as sensações que a música pode criar nos ouvintes, tais como chamar as pessoas à introspecção, em busca daquela nossa negatividade que procuramos esconder enquanto cantamos refrões que enganam a mente e nos fazem, mais uma vez, fugir de nossos próprios demônios, entregando-nos à alegria pasteurizada.
Se, enfim, chegou seu momento de embarcar nesta incursão pesada, grave, soturna – mas necessária – pelos subúrbios da alma, aqui está sua trilha sonora perfeita. Como já se disse, as músicas são tétricas, mesclando toda aquela atmosfera obscura do Doom carregado, com elementos industriais muito bem encaixados, arranjos minimalistas e vocais rasgados na mesma altura dos demais instrumentos, tudo isto embalado em uma produção suja e na medida do que seria preciso para fechar o cenário pretendido pela banda ao compor este álbum.
Pare e reflita: se sentir o chamado, aperte o play.
Wallace Magri





