
Accept – “Symphonic Terror – Live At Wacken 2017” (2018)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#HeavyMetal
Para fãs de: Judas Priest, Saxon, U.D.O.
Nota: 9,0
Desde o seu retorno com o já clássico “Blood of Nations” de 2010, o Accept vem lançado excelentes trabalhos, com uma frequência não tão comum entre os grandes nomes do metal(talvez apenas o Saxon tenha uma regularidade de lançamentos na mesma intensidade).
Seguindo cada lançamento, temos sempre uma extensa turnê, e é da última tour que foi extraído o registro deste novo álbum/dvd ao vivo: a apresentação no Festival Wacken em 2017. O Grande diferencial deste novo lançamento é a incorporação da execução de música clássica/orquestra na apresentação. É sabido desde sempre a paixão que o líder e mentor Wolf Hoffmann tem pelo estilo, inclusive tem dois álbuns solo dedicados e baseados na música clássica, e obviamente por influência dele, temos este formato sendo executado com maestria neste espetáculo.
O show inicia com algumas do ultimo álbum de estúdio, “Rise Of Chaos”(2017), como “Die By The Sword” e “”Koolaid”, que ainda não tinham registros oficiais ao vivo. A partir de “Night On A Bald Mountain”(que consta no álbum de Wolf Hoffmann “Headbangers Journey”(2016) o Accept é acompanhado pela orquestra Czech National Symphony, e o resultado é excelente, principalmente ao serem executados clássicos como “Princess Of Dawn”, “Breaker” , “Fast As A Shark” ,”Teutonic Terror” “ Metal Heart” (esta fantástica,com o publico fazendo coro à orquestra na parte de “Fur Elise”) e “Balls To the Wall”.
Para aqueles que podem estar torcendo o nariz, pelo fato de ser “mais um álbum banda-orquestra”, cabe ressaltar que diferente dos álbuns do Metallica “S&M”(1999) e do Kiss “Symphony – Alive IV”(2003), que pouco ou quase nada acrescentaram as discografias das bandas, este do Accept é realmente relevante.Talvez pelo fato de seu idealizador,Wolf Hoffmann, ter o devido conhecimento de causa, no que tange à música clássica.
Agora no inicio de 2019, o Accept confirmou mais datas de turnê com apresentação junto a orquestra. Pena que este foi o último trabalho contando com o baixista e fundador Peter Baltes. Um lançamento de primeira grandeza, obrigatório aos fãs dos alemães e aos que apreciam metal clássico.
José Henrique





