Acid Brigade – “Storming Into This Land” (2019)

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Acid Brigade – “Storming Into this Land” (2019)
Electric Funeral Records | Eronnimoüs Records | Psicose RecordsTrue Metal Records E Distro | Under Machine Records

#ThrashMetal
Para fãs de: ExodusHiraxExciter

Nota: 7,5

Ser uma banda nova no Brasil é complicado, quase uma missão ingrata. Os primeiros anos são puro conto de fadas no meio de uma realidade dura, tentar fazer com os “veios de cena” ouçam e apoiem quem ainda está engatinhando. Além desse “pequeno” detalhe, temos aquela parte de entender como os negócios funcionam, afinal, hoje em dia está mais do que provado que não dá mais para ser amador, não dá para gravar um disco e ficar esperando a sorte bater à sua porta. Tudo tem que ser muito bem estudado, calculado e pensado como uma empresa.

A Acid Brigade é formada por Yuri Lima (voz), Rodrigo Freitas (guitarra/backing vocals), Bruno Lopes (baixo/backing vocals) e Douglas Igarashi (bateria) e no ano passado lançaram no mercado um trabalho “cru e bem na cara”, o ótimo “Storming Into this Land”, que trará um brilho no olhar dos mais saudosistas

Os garotos trazem um Thrash Metal bem old-school, com um instrumental muito trabalhado, sabendo muito bem dosar entre dar o ouvinte músicas agressivas e impactantes, com momentos de pura genialidade com algumas linhas extremamente virtuosas. Fechemos os olhos e vamos viajar por alguns instantes em “All Order Shall Fall”, que seria algo como se os mestres Chuck Schuldiner e Gary Holt tivessem formado um grupo juntos, é mais ou menos o som que temos aqui e em diversas outras em meio ao um tracklist recheado de momentos de pura “ignorância”.

As faixas são pura adrenalina, é só apertar o play e sair para o abraço, ou melhor, para o mosh pit. São elas “Bitter End”, “Raging War” e “No Chance of Rebirth”, que trazem boas referências de álbuns clássicos que além de marcarem época, moldaram estilo e caráter. Com tudo isso, dois aspectos me atrapalharam um pouco na audição e nessa parte entrou muito o lado das preferências pessoais, de como eu o gosto que as coisas sejam executadas.

Os vocais muitas vezes falados, quase que um rapper cheio de Red Bull no sangue ganhando asas, são brochantes. Os instantes que temos rosnados e gritos são excepcionais, dando muito mais ganho para as composições deixando elas do jeito que pedem, com mais punch e ‘ódio’, uma mistura de Steve “Zetro” Souza e Katon W. de Pena. Por favor, Yuri, esqueça o 50 Cent e suas falas rápidas, aposte no seu verdadeiro dom, a gritaria. O último requisito do pecado cometido, se atende pela bateria. O seu timbre está seco em muitas batidas, eu não sabia se era o pessoal da obra batendo estaca ou se o baterista esmurrando o seu kit. E isso é uma pena, pois é nítido a qualidade e domínio que o cara tem com o seu instrumento.

Para terminar, um ponto positivo se deve a gravação e mixagem bem homogênea, todos os instrumentos estão bem audíveis e isso serve para o bem e também para o mal.

Acid Brigade, se persistir, fizer a lição de casa, ficar sempre atendo aos mínimos detalhes, terá uma estrada bem longa e com excelentes lançamentos.

William Ribas

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