Age Of Artemis – “Monomyth” (2019)

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Age Of Artemis “Monomyth” (2019)
King Records
#ProgressivePowerMetal#PowerMetal

Para fãs de: AngraShamanAlmahNoturnall

Nota: 9,0

É meus amigos, nosso cenário metálico vai de vento em popa! Impressionante como não para de vir, grandes lançamentos de bandas nacionais que não devem absolutamente nada para muitas bandas gringas que vivem de seus nomes construídos em um passado glorioso.

Formada em 2008 na capital federal, a banda começou a atrair holofotes mais visíveis quando Edu Falaschi (Almah, ex Angra) assumiu a produção do álbum de estreia “Overcoming Limits” (2012) e lá pra cá, apesar de importantes mudanças no line up (destaque para o excepcional Alírio Netto, que deixou a banda em 2017), a banda não deixou a peteca cair e segue seu rumo.

Para o lugar de Alírio (atualmente no Queen Extravaganza e carreira solo), foi chamado o grande Pedro Campos (também integrante do Hangar), que com sua incrível voz, deu uma face mais agressiva ao som do Age of Artemis. Completam o time, o baixista e produtor Giovani Sena, os guitarristas Gabriel Soto e Jeff Castro e Ricardo Linassi (bateria).

Desde 2017, a banda deu início à pré-produção e composição das novas músicas e com o apoio do FAC (Fundo de Apoio a Cultura), o projeto finalmente tomou corpo e neste mês, o lançamento do trabalho finalmente foi viabilizado.

Após a introdução, um dos melhores petardos que ouvi recentemente entra com tudo, “The Calling” tem uma interpretação de Pedro Campos de arrepiar; que refrão senhoras e senhores! Só essa música já valia a pena, mas os caras tinham muito mais a nos oferecer. A veia progressiva sempre muito presente na história da banda, vem com tudo nas ótimas “Helping Hand” e “Unknown Strenght”. Mas a agressividade inicial volta com tudo em pedradas como “Lightning Strikes” e “Reborn” (confira o lyric vídeo abaixo).

Aí quando você pensa que já ouviu muita coisa boa e nada mais pode surpreendê-lo, vem “Endless Fight” e dá até pra achar que o vocalista norueguês Jorn Lande tomou emprestado o microfone de Pedro Campos, e cantou: mas não meus amigos, o cara é versátil demais e deu maios um show de técnica vocal, fazendo desta, outro grande destaque. Depois da boa balada “What Really Matters”, mais um grande momento com a furiosa e melódica (apesar do título) “Where Love Grows”.

Pra você, caro leitor, que gosta de ouvir e prestigiar as bandas nacionais, aqui temos uma banda que precisa estar em seu tracklist sempre em uma posição de destaque. Preciso adquirir uma cópia física para ontem.

Ouça o mais rápido possível!

Mauro Antunes

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