
AnamA – “Tales of Doubt and Death” (2021)
Independente
#SymphonicMetal, #ProgressiveMetal
Para fãs de Epica, Sirenia, Within Temptation
Nota: 6,5
AnamA é um quarteto brasileiro que se aventura nas águas do metal sinfônico desde 2011. Entretanto, foi apenas em 2018 que os paulistas lançaram seu primeiro álbum de estúdio, autointitulado, que foi bem recebido e tido como “promissor” pela crítica.
Neste ano, em que comemoram uma década de existência, a banda lança o EP “Tales of Doubt and Death”, no mesmo momento em que anunciam novidades, como mudanças na formação (pela entrada do baixista Lucas Bernardes). Em sua sonoridade, o AnamA puxa para si a responsabilidade de representar o já esgarçado gênero do sinfônico female-fronted, buscando trazer elementos que caracterizem sua originalidade, como nuances progressivas e experimentais, que tentam trazer sabor novo ao seu som, em meio ao combo já bastante manjado de vocais líricos, frases guturais e elementos eruditos e clássicos.
O ar do trabalho é épico. O EP expressa bem as intenções da banda trazendo músicas homogêneas, mas bem trabalhadas. A produção, independente, foi feita com esmero, com uma profusão de sonoridades e instrumentos bem mixados e equalizados, o que se percebe no destaque do EP, que fica com “Priest”. O álbum é liricamente interessante, abordando questões obscuras da natureza humana, como se mostra em “The Tale of the Ripper”, uma narrativa sobre Jack, o Estripador. As letras condizem com a atmosfera obscura e gloomy que a banda tenta passar.
A banda é promissora e talentosa, mas esperamos mais conteúdo para o álbum vindouro. As músicas não trazem exatamente de novo, e em dado momento soam até bastante repetitivas. As canções não são muito ousadas harmonicamente, o que dá a impressão de estarmos olhando tudo por um mesmo prisma. Mesmo como fã do gênero, é improvável que alguma das canções entre para a sua playlist. O instrumental é bem executado, e não se pode ignorar o talento da vocalista Babi Bueno; por isso, é de se esperar que os paulistas mereçam composições que estejam à altura de suas capacidades, para representar o metal tupiniquim com um som robusto, original, e diferente da massa à qual já estamos acostumados.
Will Menezes





