
Ancient Bards – “Origine – The Black Crystal Sword Saga Part 2” (2019)
Limb Music
#SymphonicMetal, #PowerMetal
Para fãs de Rhapsody Of Fire, Dark Moor
Nota: 8,0
Nove anos depois, os italianos do Ancient Bards lançaram a parte dois do seu trabalho de estreia, e acertaram em cheio numa fórmula de melodias leves, orquestrações bem colocadas e interpretação no ponto de Sara Squadrani. “Origine – The Black Crystal Sword Saga Part 2” tem uma história por trás de suas faixas, e conta com belas tracks como “Impious Dystopia” e a épica “The Great Divide”, com seus 14 minutos de duração.
Sara acertou em acentuar notas longas que mostram toda a capacidade da italiana. Seu timbre, aliás, lembra muito a da holandesa Charlotte Wessels (Delain) e segue a linha do sinfônico que procura se afastar do tradicional lírico e explorar tipos de vozes mais populares. Outro aspecto interessante, é que a banda não abre mão de uma faceta death para incrementar seu som. A faixa “Oscuritá” é um exemplo de como riffs pesados acompanhados do gutural de Simone Bertozzi contribuem para mudar a ambientação do disco e deixar tudo mais dinâmico. (obs: sempre bom lembrar que Simone é um homem, na Itália é comum homens terem nomes que em português são femininos).
O que falta ao disco são melodias mais marcantes e riffs mais “pegajosos” que marquem de cara o ouvinte em meio a esse mar de opções musicais disponíveis hoje em dia. Um bom momento nesse sentido é a introdução de “Fantasy’s Wings”, que tem um riff ‘rhapsodyano’ onde os teclados de Daniele Mazza (também é um homem) e o baixo de Martino Garattoni ganham destaque e entoam uma melodia empolgante que promete funcionar bem em shows.
Por fim, “Origine – The Black Crystal Sword Saga Part 2” com certeza vale uma conferida. Sara fez um belo trabalho de vocais e o contraste de vocalistas com o gutural de Simone é natural e cai bem na proposta da banda. Os bardos precisam agora pensar elementos mais únicos e criativos para catapultar a banda a voos mais altos.
Gustavo Maiato





