
Anette Olzon – “Strong” (2021)
Frontiers Records | Shinigami Records
#MelodicHeavyMetal, #GlamMetal
Para fãs de: Nightwish, Allen/Olzon, The Dark Element
Nota: 7,0
Confesso que é bom ver Anette Olzon caminhando com suas próprias pernas e firmando sua carreira, após as dissidências turbulentas do passado. A sueca é, de fato, uma excelente vocalista, principalmente quando está dentro da sua zona de conforto. Antes do Nightwish, Anette era um peixe pequeno no cenário do metal mundial, e por muito tempo pisou em ovos sob a pressão da fã base de uma banda gigantesca. Mas após sua saída, ela decidiu fazer do metal seu novo local de habitação (opção sensata, dado o currículo), e teve parcerias com nomes importantes do gênero, como Russell Allen e Jani Liimatainen, que foram importantes para mostrar que a sueca tinha talentos que não haviam sido mostrados em sua plenitude até então.
Se o primeiro álbum solo da sueca, Shine (2014) não convenceu, Strong aposta em uma pegada muito diferente. O instrumental é mais visceral, bruto, cavalgado, com afinações mais baixas e uma atmosfera mais sombria. Anette alegou, inclusive, inspiração em conterrâneos como Dimmu Borgir e In Flames (calma, só inspiração, ela não arrisca tão longe, rs). O álbum abre com “Bye Bye (Beautiful) Bye”, uma clara mensagem aos seus ex-companheiros de banda, a fim de terminar de lavar a roupa suja. A faixa é visceral e, ao ouvi-la, pensei que estava diante de um novo marco do female fronted. Destaque absoluto do álbum.
Entretanto, o restante do álbum, apesar de bem-produzido (produção de Magnus Karlsson, do Primal Fear) e executado, não é muito marcante, e a maior parte das músicas dificilmente entrará para o repertório mental dos fãs, mesmo os mais fiéis. Apesar da boa performance de Anette, e de destaques como “Sick of You”, “Sad Lullaby” e “Hear Them Roar”, ainda fica a sensação de algo faltando.
Apesar disso, o álbum vale a pena ser conferido. É interessante ver a coragem e ousadia da sueca durante sua volta aos caminhos musicais e, além disso, a artista está em uma clara via ascendente. O álbum está pesado, com um instrumental muito bem colocado e, apesar de não ser revolucionário, é uma boa adição para o cenário, e a confirmação absoluta de um talento indiscutível.
Will Menezes





