Antigama – “Depressant” (2017)

26804396_1003477996459151_8960110576814064235_n
Compartilhe


Antigama
 
“Depressant” (2017)

Selfadegod Records
#Grindcore#DeathMetal

Para fãs de Brutal TruthNasumFuck The Facts

Nota: 9,0

O Grindcore que mais desconstrói paradigmas está de volta, porém não tão ousado desta vez. “Depressant” traz o Antigama como o conhecemos, porém mais direto ao ponto, digamos assim.

O ritmo ainda é quebrado, no entanto com poucas incursões mais progressivas e desafiadoras. Isso torna o álbum mais dinâmico, focado no peso e, principalmente, na velocidade dos temas, que são particularmente inspirados.

“Empty Paths” é uma composição de alto impacto, digna para ser escolhida como faixa de abertura, mas a seqüência com “Anchors” cativa ainda mais. A bateria de Paweł Jaroszewicz impressiona, não só pela brutalidade com que é executada, mas também pela versatilidade, pois deve ser impossível se meter nessas “quebradeiras” sem se perder pelo caminho. Pois é, senhores, Grindcore demanda técnica, não só meia-dúzia de batidas desconexas e ruidosas.

Prova irrefutável disso está em “Division of Lonely Crows”, a mais cadenciada e diversa de todas, diversidade essa que dura pouco, pois o chão volta a tremer com “Now” e “Room 7”, duas pancadarias de arrancar dentes, remetendo aos áureos tempos do saudoso Brutal Truth.

O disco é breve, e o tira gosto cessa ao som da faixa título e “Shut Up”. Depois de recobrar o equilíbrio e tomar dois analgésicos pra tapear a dor, pude perceber que o Antigama, além de ser uma banda diferenciada, voltou a fazer um grande trabalho, diferente dos dois álbuns anteriores que, a meu ver, estavam bem esquecíveis. Grindcore pra desprender reboque da parede. Confira!

Ricardo L. Costa

Compartilhe
Assuntos

Veja também