Rotten Sound – “Mass Extinction” (EP) (2025)

Rotten Sound
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Rotten Sound – “Mass Extinction” (EP) (2025)

Season of Mist
#Grindcore #DeathMetal

Para fãs de: Misery Index, Napalm Death, Wormrot

Texto por Lucas David

Nota: 10

Com um ciclo de álbuns e EPs sem trégua, o Rotten Sound lançou seu mais novo ataque sonoro, “Mass Extinction”, seguindo o estilo clássico da banda: pouco mais de nove minutos de riffs, blast beats e vocais ásperos que não deixam pedra sobre pedra.

Composto por sobras das sessões de “Apocalypse” (2013), o EP obviamente mantém a mesma pegada do disco, com faixas que não ultrapassam os dois minutos, mas que conseguem impactar de forma única. Para muitos, a duração do trabalho pode parecer curta ou até risória; porém, para os fãs do bom e velho grindcore, tanto os dois discos lançados anteriormente quanto este novo EP são um presente incrível, em que o soco no estômago é rápido e furioso. A sequência de músicas é um pouco mais dispersa, transitando por diferentes atmosferas, mas o Rotten Sound se esforça para percorrer com maestria os diversos riffs e clichês do grindcore disponíveis.

Sobre as músicas, “Recycle” já começa com um ataque selvagem de blast beats e riffs sujos de guitarra. Os vocais de Keijo Niinimaa são brutais e transmitem uma sensação de desespero. A faixa ainda apresenta algumas partes mais lentas, ideais para bater cabeça, assim como em “Ride The Future”, que repete a fórmula de pancadaria no início e introduz um groove em determinados momentos. “Gone” segue pela linha do Napalm Death, com riffs que se assemelham bastante ao que os ingleses fazem, sem abrir mão dos blast beats, é claro.

“Polarized” aposta ainda mais em um andamento mais lento, com excelentes viradas de bateria de Sami Latva. “Brave New World” começa com uma narração que se estende até metade da faixa, quando Niinimaa entra em ação despejando vocais insanos, aliados a uma enxurrada de riffs de Mika Aalto. “Empty Shells” é uma das faixas mais brutais do EP, passando a impressão de que a banda estava em seu estado mais agressivo e violento quando gravou essa música. Já “Idealist” retoma o espírito do Napalm Death e entrega ótimos riffs e linhas vocais, com o baixista Matti Raappana contribuindo com excelentes backing vocals.

Fechando o disco, temos a faixa-título, que traz mais uma narração e uma levada mais próxima do doom metal, deixando completamente de lado a explosão sonora das faixas anteriores. É uma escolha que pode soar estranha após uma sucessão de ataques, mas que funciona como um respiro antes de um corte seco e definitivo.

“Mass Extinction” é um EP de nove minutos e um verdadeiro apocalipse. Ele acerta tão rápido e com tanta força que o fim passa quase despercebido, e logo você já está mergulhando em outro disco da banda. Se você chegou até aqui, certamente entende como o grupo — ou mesmo o gênero — funciona, e não se sentirá enganado. Este é o metal em sua forma mais pura, agressiva e sincera possível, com o Rotten Sound mostrando que domina como poucos a arte da aniquilação. Ouça no volume máximo e repetidas vezes.

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