
Anvil – “Legal at Last” (2020)
AFM Records
#HeavyMetal, #HardRock, #PowerMetal
Para fãs de: Raven, Riot, Saxon
Nota: 8,5
“Mais um álbum do Anvil”. Assim o baterista Robb Reiner respondeu quando questionado sobre “Legal at Last”, o 18° álbum de estúdio do trio canadense. E isso, mesmo que de forma sintomática, resume bem as doze faixas que integram o mais recente trabalho do grupo.
Os vocais de Steve “Lips” Kudlow continuam os mesmos, ou seja, se não são os mais técnico, esbanjam garra e raça na hora de interpretar. O baixista Chris Robertson não apresenta nada de novo, mas mantém a linha adotado pela banda desde seu início em 1978. E Robb Reiner… Bem, se existisse justiça no mundo do Heavy Metal, ele seria lembrado por muitos como influência. Mas, tudo isso já foi mais do esmiuçado no excelente documentário “The Story of Anvil” de 2009. A verdade é que mesmo que a declaração de Reiner resuma bem o que é “Legal at Last”, podemos afirmar que o trabalho possui uma energia quase que de músicos iniciantes. E tanto Lips quanto Reiner mostram com isso que, a paixão pela música que fazem não é apagada pelo tempo.
O trabalho abre com a faixa título, com sua bateria tritura crânios que mostra que tudo continua como deveria estar. Aliás, tanto a faixa título quanto a capa do álbum fazem referência a mudança nas leis canadenses quanto à maconha, que foi legalizada, o que fez com que os músicos celebrassem isso de forma bem direta. “Nabbed in Nebraska” lembra, e muito, a clássica “Metal on Metal”, mas se foi proposital, só a banda pode dizer. A velocidade impera em “Cheimtrails” na boa e velha fórmula de mesclar o Hard e o Heavy, uma das especialidades do grupo. Já “Gasoline” é mais arrastada, com uma atmosfera quase doom, se é que podemos assim dizer. A guitarra de Lips soa pesada como em nenhuma outra faixa do CD.
E tome mais Hard N’ Heavy típico em “I’m Alive”, perfeita pra tocar aquela ‘air guitar’. “Talking to the Wal” é mais voltada para o metal tradicional, principalmente pela levada proporcionada por Reiner e Robertson, que capricharam no peso, enquanto Lips trouxe riffs que nos remetem à NWOBHM. “Glass House” traz uma melodia interessante, que fica melhor a cada audição, sendo a faixa mais diversa do trabalho, com um refrão daqueles que demora pra sair da cabeça por dias. Ainda, cabe destacar “Plastic in Paradise” que também possui uma levada arrastada, “Food for the Vulture”, rápida e certeira e a bônus track “No Time”.
“Legal at Last” não traz nada e inovador. Nada de sonoridade atual, barulhinhos, esquisitices, modernidades, nada. Apenas a boa e velha música que o Anvil sempre nos proporcionou. E que continuem assim!
Sergiomar Menezes





