Magnum – “The Serpent Rings” (2020)

82321578_1554371904703088_2489350743975264256_n
Compartilhe

Magnum – “The Serpent Rings” (2020)
Steamhammer
#AOR#HardRock#ClassicRock

Para fãs de: EuropeRainbowPhenomena

Nota: 8,0

Provavelmente você que está lendo este texto já ouviu falar inúmeras vezes no nome Magnum, mesmo nunca tendo escutado um único álbum da banda. O Magnum é uma banda que está a beira de completar 50 anos de existência e foi fundada pelo vocalista Bob Catley e pelo guitarrista Tony Clarkin, em Birmingham (terra do Black Sabbath e do Judas Priest entre outros), em 1972. E como tantas outras, trocou de formação várias vezes, tendo uma discografia extensa (este novo trabalho é o 21º álbum na discografia). O Magnum é aquele típico caso louvável da banda veterana que não pára de produzir.

A partir dos primeiros momentos da faixa de abertura, “Where Are You, Eden?”, temos certeza que o novo trabalho do Magnum será bem superior aos seus antecessores, que até tinham boa qualidade, porém um pouco “sonolentos” por assim dizer.

A voz de Bob Catley, uma das marcas registradas do som do Magnum, marca presença desde o início e percorre todo o trabalho. Este “jovem ” de 72 anos demonstra uma excelente forma vocal, tanto em estúdio como ao vivo. Só conferir alguns videos de 2019 da banda em algum dos festivais Europeus. Aliás, o Magnum é figura carimbada desde os anos 80 nos maiores Festivais do “Velho Continente”.

Também temos que destacar o “sócio” de Catley: Tony Clarkin. O Guitarrista é dono de um bom gosto nas escolhas de notas e timbres, onde ele consegue brilhar através de riffs e solos até nas composições menos inspiradas do álbum. Além disso, a maioria das composições neste lançamento são dele.

Neste trabalho, o Magnum segue a fórmula clássica da sua história, aquela mescla de AOR/Hard-Rock com jeitão europeu/Rock Progressivo, com as letras basicamente falando sobre contos medievais, mundos de fantasia e magias, uma temática muito semelhante ao que o Uriah Heep utilizou com maestria no passado. Musicalmente falando, este álbum se mostra mais “Hard Rock ” que os anteriores, apesar de ser bem melódico e ter uma produção esmeradíssima (em alguns momentos inclusive produzida demais).Faixas como “You Can Run Faster than Bull” , “Madman Or Messiah” e “Not Forgiven” comprovam o alto nível das composições mais “Rockers”, enquanto “The Great Unknow” abre espaço para uma excelente balada. Uma faixa que também merece ser destacada é “House Of Kings” com uma pegada mais Blues, novamente chamando a atenção para as performances excelentes de Catley/Clarkin.

O único “porém” neste novo trabalho do Magnum, acredito ser a duração das faixas, talvez um pouco longas para o estilo, em uma média de cinco a seis minutos, o que não tira a qualidade, mas pode se tornar massante para ouvintes não acostumados da banda/estilo. Tirando isso, um ótimo álbum dos veteranos ingleses, que se por um lado não será um clássico da banda, pelo menos mantém o nome do Magnum em alta.

José Henrique

Compartilhe
Assuntos

Veja também