
Arctic Rain – “The One” (2020)
Frontiers Music
#AOR, #MelodicRock, #HardRock
Para fãs de: One Desire, Eclipse, H.E.A.T
Frontiers Music
#AOR, #MelodicRock, #HardRock
Para fãs de: One Desire, Eclipse, H.E.A.T
Nota: 9,0
De vez em quando o Youtube me ajuda a descobrir algumas novidades. Um belo dia me peguei procurando aleatoriamente por alguma delas e me deparei com o Arctic Rain que é a nova sensação sueca lançada pela Frontiers.
A banda começou em 2018 com Pete Alpenborg (teclados), que já trabalhou com Revolution Saints, House of Lords, Issa, All 41, Sunstorm, Kee Of Hearts, etc.), Tobias Jonsson (vocais) e Magnus Berglund (guitarras). Depois se juntaram Gert Daun (baixo) e Jonas Jonsson (bateria) para o lançamento do álbum de estreia que conta com a parceria nas composições de Ulrick Lönnqvist (Creye, One Desire, Code-Red). O resultado? Uma das melhores obras de AOR/Melodic Rock dos últimos tempos.
Não é de se estranhar, vindo de onde vem, que a banda equilibre teclados e guitarras como Europe, Treat, Alien e tantas outras. São nessas sutis texturas que o trabalho alcança uma dimensão impressionante.
“Com influências como Whitesnake, Mr. Big, Foreigner, Talisman, Def Leppard, Toto, Treat, Dokken, White Lion, Journey e tantas outras grandes bandas, acreditamos que o resultado de nosso álbum é um pouco uma destilação de nossa interpretação combinada de aquela era da música ”, diz o guitarrista Magnus Berglund.
“The One”, o álbum, demonstra que o quinteto possui um enorme potencial a ser explorado. Isso fica óbvio desde a abertura com “Love Of My Life” passando por “Lost” e “Friends” (dois singles lançados antes do álbum) nas quais as guitarras se mostram densas, mas melódicas, a melodia é cativante e os refrões são imbatíveis.
Não importa se em alguns momentos seja possível ouvir um Unruly Child ou Harem Scarem aqui (“Night After Night”), um Talisman ali (“Breakout”), um Def Leppard (“The One”) ou Winger (“Madeleine”) acolá e um Treat (“Give Me All Your Love”), H.E.A.T (“Lift Me Up”) ou Steelhouse Lane (“Free My Mind”) em algum lugar. O resultado é viciante.
Apesar da música do Arctic Rain ser remanescente da época gloriosa do hard rock, AOR ou melodic rock, como queiram chamar, ela não é datada, não é plagiada. As composições e execuções são perfeitas e fazem uma mistura, das influências com as novidades, magnifica, colocando a banda acima da maioria dos seus contemporâneos.
Já faz um tempo que a cena AOR não produz nada de inovador. O “selo Frontiers” de qualidade faz com que as bandas acabem soando muito semelhantes apesar do material sempre ter uma excelente qualidade.
Nesse disco de estreia o Arctic Rain pode até não oferecer nenhuma “novidade”, mas as composições de Alpenborg possuem um senso de excelência nas melodias que são ilustradas pelo excelente trabalho e bom gosto de Berglund e pelos incríveis e absurdos vocais de Tobias Jonsson. Isso demonstra que dessa vez a Frontiers acertou em cheio.
Existem algumas combinações destinadas a darem certo e essa é uma delas. Absolutamente fantástico e definitivamente um forte candidato a álbum do ano no estilo.
João Paulo Gomes (Colaborador)




