One Desire – “Midnight Empire” (2020)

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One Desire – “Midnight Empire” (2020)
Frontiers Music
#AOR#MelodicRock#HardRock

Para fãs de: Eclipse (Sweden)H.E.A.TBrother Firetribe

Nota: 8,0

Para quem não conhece, a banda foi formada em 2012 como projeto do baterista Ossi Sivula e anos depois teve a adição do guitarrista/produtor Jimmy Westerlund (Negative, Sturm Und Drang, Pitbull, Good Charlotte). Em 2016 o vocalista Andre Linman (Sturm Und Drang) e o baixista Jonas Kuhlberg (Paul Dianno, Cain’s Offers, MyGrain) completaram as lacunas.

Depois de três anos do seu primeiro álbum (com mais de 2 milhões de acessos no youtube e 3 milhões de streams no Spotify) o quarteto finlandês está de volta com “Midnight Empire”.

Tem havido realmente uma onda de bandas, digamos, escandinavas no gênero AOR/melodicrock e isso pode despertar nas pessoas a sensação de “mais do mesmo” e de que tudo é genérico. Se o seu pensamento é esse prepare-se para ser surpreendido.

O álbum é repleto de músicas bombásticas como a dupla de abertura “Shadowman” e “After You’re Gone” com melodias inspiradas nos anos 80, mas adicionando nuances e uma produção atual que impactam ainda mais com guitarras e vocais melódicos.

“Down and Dirty” e “Godsent Extasy” mantêm o ímpeto do álbum e podem gerar a impressão de que a banda não se aventura fora de sua zona de conforto, mas é só ouvir “Throug The Fire” que logo se muda de impressão. Uma balada de combustão lenta com uma vibe Winger (a la “Rainbow In The Rose”) que possui grandes momentos e diversas surpresas (como um clima meio Sambora em “Dry County” no fim da música). Só não sei o porquê do guitarrista tê-la cantado.

O álbum retoma seu curso com o trio seguinte “Heroes”, “Rio”, “Battlefield of Love” e “Killer Queen” que apesar de beberem na fonte de suas antecessoras não são tão impactantes. Finaliza o álbum a bela e de muito bom gosto balada “Only When I Breathe” que pode remeter ao H.E.A.T em “The Great Unknow”, o que para alguns pode ser um passo em falso.

Resumo da ópera: “Midnight Empire” é mais maduro, “pesado”, altamente melódico, possui composições excelentes com uma bela mistura de guitarras e teclados, que, apesar de possuir uma fórmula definida, ainda é capaz de se aventurar por outros caminhos sem soar superficial. Vale muito à pena conferir!

João Paulo Gomes (Colaborador)

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