Arion – “Vultures Die Alone” (2021)

ARION
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Arion“Vultures Die Alone” (2021)
AFM Records

#PowerMetal, #MelodicMetal, #SymphonicMetal

Para fãs de: Sonata Arctica, Stratovarius, Dreamtale (antigo), Dynazty

Nota: 9,5

Havemos de concordar que a “terra dos mil lagos” raramente nos decepciona quando o assunto é Power Metal, certo? Pois se tal colocação sobre a Finlândia ainda é verdadeira atualmente, se deve ao surgimento de bandas jovens que assumem o peso de carregar o legado dos gigantes do gênero dos anos 90 e 00. E dentre elas, certamente, está o Arion, que chega com seu terceiro álbum de estúdio “Vultures Die Alone”.

E, dessa vez, acertaram em cheio, como nunca antes. O álbum está magnífico, da mixagem à execução. O trabalho de produção do álbum foi primoroso, originando um som preenchido, bem trabalhado, atmosférico e imersivo. A sonoridade foi adequada às novas linhas de elementos modernos, mas sem robotizar o som, nem perder a pegada sinfônica característica da banda.

Algo que sempre chama a atenção no Arion, é o trabalho de guitarras, sob a autoria de Iivo Kaipainen. Iivo é um dos guitarristas mais surpreendentes e promissores da última década, entregando linhas de guitarras bem-feitas, e solos inacreditavelmente belos e técnicos, desde o primeiro álbum da banda. Sério, o cara é um monstro. “Where The Ocean Meets The Sky” é uma faixa instrumental crescente e apoteótica que expõe o talento e sensibilidade do guitarrista, muito bem flanqueado pelo também talentoso tecladista Arttu Vauhkonen.

Dentre os vários highlights, “Out Of My Life” abre o álbum mostrando a que a banda veio, e o que se pode esperar dos próximos minutos. Riffs marcantes e vocal matador, que claramente seguram seu interesse em conferir o que virá em seguida. “Bloodline”, uma das melhores composições da banda até então, conta com a participação de Noora Louhimo (Battle Beast), e remete em qualidade a outros grandes singles anteriores, como “At The Break Of Dawn (feat. Elyze Ryd)” e “Unforgivable”.

O álbum flui muito bem entre momentos mais agressivos, canções em mid-tempo e as lindas baladas, conduzindo o ouvinte por uma experiência muito agradável, que certamente agradará os fãs de joias finlandesas como o Sonata Arctica, o Stratovarius atual, e algo do antigo Dreamtale. Ouça sem medo; talvez seja o melhor trabalho do Arion até aqui, e o álbum mais interessante do Power Metal que escuto há meses.

Will Menezes

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