Athrox – “Through the Mirror” (2018)

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Athrox – “Through the Mirror” (2018)
Revalve Records
#HeavyMetal#ProgMetal#ThrashMetal

Para fãs de: AngraMegadethVision Divine

Nota: 7,5

Tenho a mais absoluta certeza que ao ler as hashtags aí cima e, também, o “para fãs de”, você deve estar se perguntando se eu enlouqueci. Calma! Apesar da mistura aí parecer pouco provável, o quinteto italiano Athrox conseguiu unir esses elementos de forma bem consistente na sua interessante sonoridade. Não é algo que vá mudar o mundo do Heavy Metal (aliás, não precisa, não é verdade?), mas “Through the Mirror”, segundo trabalho do grupo, mostra personalidade e, além de tudo, músicos com uma capacidade técnica acima da média. Obviamente que isso não é algo de extrema relevância pois se fosse assim, o Dream Theater seria a banda mais sensacional do planeta. E isso está MUITO LONGE de ser verdade.

Formada por Giancarlo “IAN” Picchianti (vocal), Sandro “SYRO” Seravalle (guitarra), Francesco “FRANK” Capitoni (guitarra), Andrea “LOBO” Capitani (baixo) e Alessandro “AROON” Brandi (bateria), a banda italiana lançou seu primeiro álbum “Are You Alive?” em 2016, e agora chega ao sucessor, após boas críticas da imprensa especializada. Fazendo um Heavy metal com elementos de Thrash, principalmente por parte das guitarras (elementos esses que nos remetem ao Megadeth pós “Youthanasia”). Isso já fica perceptível na faixa de abertura, a pesada e muito interessante “Waters of Acheron”, que traz alguns elementos do metal moderno consigo. As guitarras injetam peso na faixa título, uma instrumental bem estruturada. Outras faixas que seguem essa linha são “Decide or Die”, “Sadness n’ Tears” (faixa numa linha mais melódica que nos remete ao Angra atual) e o encerramento com “Fallen Apart”, dona de um refrão tipicamente ProgMetal.

“Through the Mirror” é um bom trabalho, que serve para, além de dar sequência a carreira do Athrox, mostrar a potencialidade do grupo. Uma pena que o release que acompanhou o PressKit tenha trazido apenas informações sobre o primeiro trabalho do grupo. Não é nada que traga demérito à música dos italianos, mas estamos entrando na terceira década deste século. Seria interessante que esses detalhes fossem melhor trabalhados pelas bandas, principalmente aquelas que tem qualidade.

Sergiomar Menezes

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