Atreides – “Neopangea” (2017)

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Atreides“Neopangea” (2017)
Suspiria Records

Nota: 7,5

Com boas críticas em seu debut “Cosmos”, onde o power metal poderoso e encorpado já dava as caras, o grupo espanhol Atreides passa por uma reformulação tanto musical quanto em sua formação, onde o vocalista Emi Ramirez deixa a banda e Iván López é escalado ao posto.

“Neopangea” de 2017 apresenta um Atreides evoluído onde diversificados elementos enriquecem a musicalidade do grupo, riffs pesados e velozes (bem thrash diga se de passagem) e linhas melódicas com arranjos de teclados e sintetizadores que dão o aspecto sombrio que a temática das letras apresentam.
Apesar de Iván Lopez ter se encaixado bem ao estilo da banda, seu vocal não soa tão agressivo, o que de certa forma foi de grande crescimento para o grupo, sendo mais versátil podendo assim contribuir para que a banda explore novos patamares musicais, sendo bem perceptivo a medida que o álbum progride. Por ora faixas como “Penitencia”, “Laberintos” e “Plaga Capital” energizam o ouvinte com poderosos riffs e bateria com andamentos bem rápidos, e balanceando o repertório “Caminante”, “La Niebla” e “A donde ir” seguem com progressões melódicas mais cadenciadas.

A ousada “Balada Nº6” caminha ao mainstream, com boa melodia e performance vocal aceitável de Iván, deixando um ar de curiosidade sobre o porquê do título, mas tecnicamente mesmo que pouco discrepante do restante do disco trata se de uma boa música.
A cereja do bolo que dá a personalidade ao Atreides é o fato de cantarem em espanhol, que combina perfeitamente com a pegada e construções instrumentais do grupo, dando ênfase ao contexto lírico.

Neste novo trabalho o Atreides mostra se renovado, dinâmico e ousado, propondo um álbum diferente de seu antecessor, entretanto sem perder a essência do grupo, pontos positivos como músicas diversificadas, arte da capa bem trabalhada, produção profissional e boas composições se fazem presentes.

Nos padrões do estilo o álbum é de boa qualidade e promete bons momentos de Heavy Metal direto e vigoroso agradando aos fãs do gênero, no entanto ficando apenas na média, não se tornará um clássico no futuro.

Will Bernardes

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