Midnight Rider – “Manifestation” (2017)
Massacre Records
Nota: 7,5
A banda alemã Midnight Rider chega ao seu primeiro trabalho agora em 2017. Formada em 2004 pelo guitarrista e principal compositor Blumi, e tendo uma “forte” influência de nomes clássicos como Judas Priest e Black Sabbath (com uma maior porcentagem a este último), a banda apresenta aqui dez faixas envoltas numa atmosfera que resgata uma fase mais clássica e nostálgica do hard/heavy metal. Tendo lançado um EP auto-intitulado no ano de 2008, o grupo apresenta uma certa peculiaridade. Dois de seus integrantes também integram as bandas Metalucifer e Metal Inquisitor ( o já citado guitarrista Blumi e o baixista Cliff), e durante um bom tempo, o grupo teve em seu line up, a presença do baterista japonês Gorgon. Atualmente, o grupo conta com a presença do vocalista Wayne (ex-British Steel) e do baterista Jan. Como dito anteriormente, o som do grupo bebe, e muito, na fonte do que a turma de Tony Iommi fez, principalmente nos anos 70.
Isso já fica bem evidente na faixa de abertura. “When I Spew My Hate”, traz aqueles riffs característicos dos anos 70, enquanto o timbre do vocalista Wayne nos remete a uma mistura entre Rob Halford e Ozzy Osbourne. Escute com atenção e você entenderá o que quero dizer. Outras faixas que também apresentam essa linha de composição são “Tears of Your Temptation”, onde a cozinha composta por Cliff e Jan (baixo e bateria, respectivamente) tem aquela pegada pesada e “gorda”, que fez a fama da dupla Geezer Butler e Bill Ward, “The Execution” (aqui a coisa assume proporções exageradas) e “Change Your Life”, onde os riffs criam linhas um pouco mais diversas do que o restante. Mas o grupo também arrisca um pouco, pois se nessas faixas citadas, há aquela “segurança” em buscar o passado, em outras, eles parecem buscar uma maior identidade, como no caso de “I Wanna Be a Prowler” , que possui uma estrutura diferente das demais, e “Arrival”, que busca um pouco da fase mais “hard” do Sabbath (entendedores, entenderão).
De uma maneira mais direta: a banda é boa, mas carece de uma maior identidade. Os músicos demonstram boa qualidade e técnica, tanto que os riffs do guitarrista Blumi se mostram consistentes durante toda a execução do álbum. Mas acredito que o grupo deveria arriscar um pouco mais, obviamente sem esquecer ou deixar de lado suas influências. Buscar um pouco mais de ousadia fará bem a carreira da banda. Indicado para quem curtiu a performance de Rob Halford á frente dos pais do Heavy Metal (e eu me incluo entre esses).
Sergiomar Menezes





