Avatar – “Dance Devil Dance” (2023)

Avatar - Dance Devil Dance
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Avatar – “Dance Devil Dance” (2023)

Thirty Tigers
#AlternativeMetal #MelodicDeathMetal #ModernMetal

Para fãs de: Gojira, System Of A Down, Lamb Of God

Nota: 8,5

A banda sueca Avatar simplesmente não para. Em 5 anos de Metal Na Lata, é a terceira resenha que faço deles. Afinal, o grupo lançou seu primeiro álbum em 2006 e este já é o nono. Ou seja, é uma média altíssima de lançamento atrás de lançamento, basicamente um a cada dois anos. Isso que em 2021 lançaram alguns singles (incluindo a fantástica “Cruel And Unusual”) que não foram encaixados em nenhum álbum.

Agora, “Dance Devil Dance” é o primeiro lançamento após a inédita passagem do grupo pelo Brasil, já que fizeram a abertura para o Iron Maiden em 2022. Apesar desta breve visita, ainda estão nos devendo uma em que sejam a atração principal. Mas a vinda foi boa… muitas pessoas ainda não os conheciam.

A faixa-título dá o pontapé inicial, com o vocal gritado meio que ao estilo de Death Metal já conhecido pelo grupo, mas não muito tempo depois, o vocalista Johannes Eckerström usa um tom extremamente alto para cantar. A banda sempre teve essa alternância de vocais, mas nesta música, os momentos mais agudos estão bem altos. A guitarrinha repetitiva no fundo é um charme que faz a música ficar viciante.

Por falar em tom alto, “Chimp Mosh Pit” repete essa estrutura, mas tem um estilo mais Hard Rock. “Valley Of Disease” começa bem hostil. Pedal duplo, guitarras rápidas e vocal bem gritado e com certeza merece destaque. “Do You Feel In Control?” também tem a fórmula da mencionada anteriormente, mas com um refrão não tão legal.

“Gotta Wanna Riot” tem aquela vibe mais aleatória que a banda sempre demonstrou anteriormente (tipo em “For The Swarm”, de 2016) e é “divertidinha”. “The Dirt I’m Buried In” é fenomenal. Não é majoritariamente pesada e tem até uma guitarra ao estilo da banda Magna Carta Cartel. A princípio não parece ser tão boa, só que o refrão é tão incrível e gostoso de ouvir que a música se transforma e briga pelo pódio das melhores do álbum.

Voltando para a hostilidade, “Clouds Dipped In Chrome” quebra tudo. “Hazmat Suit” tem uma ótima bateria e “Train” é mais diferenciada (no sentido negativo), tendendo a ser uma baladinha.

O álbum é encerrado com “Violence No Matter What” que é um dueto com a vocalista do Halestorm, Lzzy Hale e a dupla combinou bem e o  refrão é legal, apesar da música não ser uma “pedrada”.  Com isso, fica claro que a fórmula de lançar um álbum atrás do outro não reduziu nem um pouco a criatividade do grupo e já podemos ir esperando por mais.

Caio Siqueira Iocohama

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