Battle Beast – “Bringer of Pain” (2017)
Nuclear Blast
Nota: 9,0
Banda finlandesa, formada por: Eero Sipilä no baixo e vocais de apoio, Janne Björkroth no teclado, Pyry Vikki na bateria, Juuso Soinio na guitarra, Noora Louhimo no vocal principal e Joona Björkrothna guitarra. Como parece que ultimamente a Finlândia é o novo “celeiro” do Metal recente, várias bandas boas têm origem finlandesa, Battle Beast é uma dessas bandas da “nova safra”.
Executam um Heavy Metal vigoroso e direto, com grandes influências em bandas como Hammerfall, Gamma Ray, Grave Digger, entre outras. O diferencial é o vocal feminino, opa! Espera aí! Vocais femininos não são novidade. Não mesmo! Nightwish, Evanescence, Innocence Lost, Lacuna Coil, Lacrimosa, Epica, entre tantas outras possuem vocalistas femininas, mas diferente das citadas acima, os vocais são agressivos (não guturais), cheios de “drives”, mesmo que muitas vezes sejam cristalinos e agudos e que Noora faz parecer tão fácil de fazer.
Neste álbum é possível encontrar fortes referências à “disco music” e à “pop music”, muitas das batidas da bateria remetem ao clima “dançante” da era disco, no melhor estilo John Travolta e Olivia Newton-John em “Grease – Nos tempos da brilhantina”, algumas partes remetem ao ídolo pop Michael Jackson e seu famoso super, ultra, mega platinado “Thriller”, e por incrível que isso possa parecer, esses flertes não são deméritos para a banda, que faz sim um Heavy Metal vigoroso e direto, agressivo e cheio de drives vocais. As misturas são referências e não o direcionamento que tem o álbum, portanto se você não é o “metalerão malvadão dumal, parça do chifrudo, irmão do coisa ruim, portador das chaves dos portões dos lagos sulfurosos, pactuado com o cara lá de baixo, adorado do Belzebu, fazedô de ritual satânico, matadô de gentis e animais pra rir com o rei do enxofre tomando cachaça em noite de lua cheia” (risos), então você conseguirá perceber que este é um álbum bem feito por uma banda com muito gás e vontade de propagar o estilo que curtem e o fazem, muito bem feito por sinal.
Conseguirá perceber também as guitarras aceleradas e pesadas que estão gravadas aqui e que o pop e a “disco” deram um ar mais “alegrinho” ao CD, o que contrasta com a agressividade dos vocais, contrapondo agressividade com alegria conseguiram atingir um ótimo grau de aproveitamento em todas as músicas, não tem música ruim, nada é “sobra de estúdio”, é tudo bem feito e bem aproveitado. Eu gostei bastante deste play e é de tão fácil audição que quando menos se espera ele acaba “Far From Heaven” e aí você trolador pode se sentir em casa (trocadilho proposital mesmo).
Duvido você não curtir, balançar a cabeleira, marcar o tempo com os pés, mandar um “air guitar”, fazer um “air drums” nas seguintes faixas: “Straight to the Heart”, “Bringer of Pain”, “King for a Day”, “Familiar Hell”, “Bastard Son of Odin” e “Dancing with the Beast”. Segue aí o vídeo da “King for a Day” para você balançar a cabeleira e o esqueleto (escute e entenderá).
Divirta-se!
Mauro B. Fonseca





