
Battleroar – “Codex Epicus” (2018)
Cruz Del Sur Music
#EpicMetal, #ProgressiveMetal, #SymphonicMetal
Para fãs de: Manowar, Savatage, Ronnie James Dio
Nota: 8,5
Misture todos os ingredientes que compõem “Battle Hymn”, do Manowar e amplifique as nuances épicas com coros, longas passagens instrumentais e sons orquestrados. Adicione também uma bateria que conversa na medida certa com as guitarras e um vocal que não desanda a receita, mas também não é aquela cereja no bolo. Os gregos do Battleroar se propuseram a algo grandioso e… Épico no quinto disco da banda chamado, acertadamente, de “Codex Epicus”. No fim das contas, o disco fez por merecer a alcunha de épico.
O resultado é quase um metal sinfônico, com raízes fortes na tradição do New Wave of British Heavy Metal e no rock clássico e progressivo. A estética dos riffs como em “We Shall Conquer” lembra bandas como Savatage e Manowar, enquanto as passagens acústicas em “The Doom of Medusa” e “Sword of the Flame” trazem um tom mais medieval e épico como em músicas do Dio, Rainbow e até alguma coisa do Iron Maiden.
O vocalista Gerrit Mutz é um ponto fora da curva, já que seu timbre “chove não molha” não é exatamente marcante. Por isso mesmo, “Sword of the Flame” é uma das mais interessantes, pois conta com a participação de Mark Shelton (Manilla Road) e sua voz grave, potente e limpa. Quanto ao instrumental, “Chronicles of Might” adiciona um tempero interessante com um som de cravo. Destaque para o bom trabalho do baterista Sverd que procura sempre acompanhar as notas dos riffs com o bumbo e introduz viradas pontuais bem criativas.
“Codex Epicus” podia apostar em músicas mais rápidas ou pesadas, já que é para arriscar com faixas longas, que elas sejam montanhas-russas que prendam a atenção do início ao fim. De qualquer maneira, é muito legal ver petardos de sete ou oito minutos, sem ter medo de tirar do papel construções mais elaboradas.
Joey DeMaio e sua turma no Manowar ficariam orgulhosos de ver todos os traços que fizeram da música “Battle Hymn” um sucesso mundial, agora esticados em um disco completo que é um prato cheio para quem curte um instrumental um pouco mais elaborado, mas sem as manobras circenses de bandas de Prog que muitas vezes afastam os ouvintes mais tradicionais.
Gustavo Maiato





