Baú Metal Na Lata 22: Anathema, Death/Doom Metal da Inglaterra
Em 1990, na cidade de Liverpool, Inglaterra, a princípio como Pagan Angel e ainda como um trio formado pelos irmãos Vincent, Daniel e Jamie Cavanagh, mais o baterista John Douglas, nascia o Anathema. Como registro de estreia, ainda sob forte influência do Death/Doom que crescia na Inglaterra e nos EUA, sai a demo An Illiad of Woes (1990). Em seguida, já com o nome definitivo, a banda lança o single “They Die” (1992), que chamou a atenção do selo Peaceville Records, casa de Paradise Lost e My Dying Bride.
Crestfallen, a melancólica estreia oficial

Ainda em 1992, pela Peaceville Records, foi lançado o EP Crestfallen. Uma estreia arrastada, mórbida e já com toques de violão acústico que a diferenciava de seus pares de selo. A produção de Hammy no Academy Studios evidenciava vocais guturais de Darren White contrastando com passagens góticas e atmosféricas.
Serenades, o clássico cult do Death/Doom inglês

No ano seguinte, a banda lançou seu primeiro full-length, Serenades (1993). Nele, o Anathema lapidou a fórmula, se afastando do Death Metal mais tradicional e ajudando a construir o que ficou conhecido como a Trindade da Peaceville. Faixas como “Lovelorn Rhapsody”, “Sleepless” e “Under a Veil (Of Black Lace)” se tornaram hinos do estilo, reunindo peso, violões dedilhados e aquela melancolia tipicamente britânica.
A mudança na sonoridade

A partir de The Silent Enigma (1995), a música do Anathema mudou completamente, com a saída de Darren White e Vincent Cavanagh assumindo os vocais limpos. Tanto que esse foi o primeiro passo para o abandono do gutural.

Ainda no mesmo ano, o EP Pentecost III marcou o fim definitivo da fase Death/Doom. Em 1996, foi a vez de Eternity, e o estilo do Anathema mergulha ainda mais em faixas que reúnem Atmospheric Rock e Doom melódico.
Anathema se reinventa e se torna referência

Pela primeira vez com vocais totalmente limpos, Alternative 4 (1998) é registrado. Ainda houve mais álbuns com essa mesma configuração alternativa: Judgement (1999), A Fine Day to Exit (2001) assim como We’re Here Because We’re Here (2010), o qual, por ironia do destino, apresentou a banda para uma nova geração de fãs.
Ainda foram lançados os seguintes álbuns completos: A Natural Disaster (2003), Hindsight (2008), Falling Deeper (2011), Weather Systems (2012), Distant Satellites (2014), The Optimist (2017), mas nada tão relevante quanto os lançamentos que citei anteriormente.
No ano de 2020, infelizmente, a banda anunciou o encerramento de suas atividades, ficando os fãs, dessa forma, somente com a saudade de uma banda que foi essencial para o Death/Doom Metal mundial.
Da mesma forma que surgem excelentes nomes na música, outros tantos mudam completamente sua sonoridade. No entanto, podem os admiradores de Anathema acreditar que ainda vão ver a banda na ativa com o peso dos velhos tempos? Só o tempo poderá responder. Enquanto refletimos sobre isso, aproveitem os links e conheçam a arte dessa grande banda que nos deixou órfãos de sua fase mais pesada.





