Behaviour – “Rex Imbecilic” (2023)
Voice Music Gravadora
#DeathMetal #ThrashMetal
Para fãs de: Benediction, Massacre, Cannabis Corpse, Cannibal Corpse, Death, Jungle Rot, Master, Nervochaos
Texto por Johnny Z.
Nota: 9,0
Vinda diretamente de João Pessoa, Paraíba, os Death/Thrashers do Behaviour já são veteranos conhecidos da cena underground nordestina desde o final dos anos 80, pois chegaram a gravar algumas demos até encerrarem as atividades em 1994 sem nenhum álbum oficial lançado.
Eis que em 2022, Eduardo Jarry (vocal/Omago, Forahneo, Carcinoma) e George Medeiros (bateria/Necrópolis, Medicine Death), únicos remanescentes da fase inicial da banda resolveram reativa-la chamando os experientes Thyago Trajano (guitarra/Soturnus, Somberpath, Infernal Blasphemy) e Eduardo Amorim (baixo/Mystifier, Dissidium, Carcinoma). A sonoridade dessa reunião não poderia ser diferente: Death Metal clássico com forte acentuação do Thrash Metal de bandas como Sepultura (da fase “Beneath The Remains”), por exemplo.
Parar coroar de vez essa reativação da banda, “Rex Imbecili”, primeiro álbum oficial da banda foi lançado agora via Voice Music trazendo aquele Death/Thrash Metal tipicamente Cannibal Corpse, Massacre e Benediction de seus primeiros e clássicos álbuns, onde as bandas eram mais centrados no estilo puro, mas não menos brutais.
Faixas regravadas de suas duas demos, mais algumas regravações de faixas da banda Forahneo de Eduardo Jarry, logicamente com muito mais brutalidade, e outras novas fazem parte do debut dos paraibanos. E que debut meus caros! Uma verdadeira grosseria!
Temos aqui 10 faixas como verdadeiras hecatombes clássicas de Death Metal que parecem vir lá do final dos anos 80 e início dos anos 90, naquela vertente fortíssima do estilo que despontava na Flórida, Estados Unidos com Cannibal Corpse, Deicide, Morbid Angel, e, ao mesmo, tempo Suécia com o Entombed e Inglaterra com Benediction, por exemplo. Mas não pense que a sonoridade do Behaviour soa datada, pelo contrário, por mais clássica que ela seja, é possível notar modernidade exatamente pela produção impecável, agressiva e brutal (com muito groove!!) de Victor Hugo Targino.
Grande parte dessas referências vão de encontro ao vocal potente e gutural de Eduardo Jarry e das estruturas das compisções que nos remetem claramente a clássicos como “Butchered A Birth”, “Tomb Of The Mutilated”, do Cannibal Corpse, e “From Beyond” do Massacre!
Para abrilhantar esse lançamento ainda temos participações especiais de Kam Lee (ex-Mantas, ex-Death, Massacre) na cacetada “Trust No One”, Alex Kaffer (The Troops Of Doom) na ora cadenciada, ora acelerada arrasa quarteirão “Let Them Fall” e Fernanda Lira (Crypta, ex-Nervosa) na porrada “Black The Day”.
Destaco a “Death Chair” e faixa título que é bem Cannibal Corpse do “Eaten Back To Life”, a totalmente Sepultura do “Beneath The Remains” com toques de Obituary em “Human Targets” e “F.Y.V.M” que me lembrou o Six Feet Under quando era uma grande banda e não esse pastiche besta que é hoje.
Um baita disco de estreia, cheio de energia, potência, adrenalina e agressividade que mescla com parcimônia o melhor do Death Metal clássico (em maior proporção) com o Thrash Metal brutal e encorpado no melhor estilo a lá Scott Burns/Morrisound. Grande lançamento!!! Corra e pegue sua versão física logo!





