– “Late Bloomer” (2017) Independente Nota: 8,0
Se você, assim como eu, aguarda ansiosa e esperançosamente o dia em que Richie Sambora nos presenteará com mais um álbum solo aos moldes de “Undiscovered Soul” (1998), pode ir matando um pouco da vontade com este “Late Bloomer”, dos suecos do Black Paisley, afinal, faixas como “In My Day” e “It Ain’t Over” vão remeter diretamente àquele ótimo trabalho, e as demais composições seguirão o padrão em menor escala.
Capitaneado pelo guitarrista e vocalista Stefan Blomqvist, o quinteto pratica uma combinação de elementos do Rock Clássico, com Melodic Rock e Country/Southern Moderno, com vocais emocionais, e instrumental brilhante, sendo um dos seus grandes méritos os grandes refrãos, oscilando entre o country e o AOR.
Neste panorama, enquanto “Run Run Run” e “Kickin'” fervem pelo fogo do Rock N’ Roll, faixas como “Way To Something”, “Easy”, e “Autumn”, capturam a vibração das baladas radiofônicas, com qualidade e emoção, mostrando uma sensibilidade grandiosa para as melodias.
“Late Bloomer” é o álbum de estréia da banda, com uma produção precisa para a música que praticam, com tempero certo de saudosismo, mas com sabor moderno, dando novo fôlego às influências de Bon Jovi, Bruce Springsteen, Brian Adams, Bob Seger e Lynyrd Skynyrd (moderno).
Impossível não destacar as linhas vocais de Stefan Blomqvist, que consegue capturar a emoção exata para cada momento, indo da pegada mais Rock N’ Roll à mais emocional com desenvoltura.
Claro que o excesso de baladas pode incomodar quem espera por mais energia das composições, mas esse fato condiz com a proposta apresentada pela banda: ser emocional, acessível, e cheio de alma!
Além disso, a versatilidade vocal, junto a dinâmica variação dos arranjos cria um clima de coletânea de sucessos, tornando o álbum envolvente e extremamente prazeroso de se ouvir.
Marcelo Lopes Veira




