Brujeria – “Esto Es Brujeria” (2023)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal #Grindcore #ExtremeMetal
Para fãs de: Carcass, Brutal Truth, Terrorizer, Exhumed, Six Feet Under, Deicide
Texto por Johnny Z.
Nota: 8,5
“Esto Es Brujeria” é quinto álbum de estúdio da banda mexicana de grindcore e death metal e se você conhece pelo menos um pouco de sua carreira de mais de 30 anos (alguém disse ‘carreira’?) sabe que a banda sempre foi extrema, controversas, polêmica e odiosa devido aos temas de praxe como drogas (pesadas), tráfico e assassinatos, mas também muita desgraça, políticos malditos, pandemia e atualidades, tudo jogado em suas letras de uma forma que esses fossem temas mais normais do mundo (risos). E nesse novo e brutal álbum isso continua sem nenhum pudor, pelo contrário, ao escutar dá-se a impressão que a qualquer momento alguém derrube a sua porta para um “visitinha”! (risos)
Seguindo de onde pararam em “Pocho Aztlan” (2016), esse novo álbum contou com a presença de grandes nomes de bandas como Napalm Death, Carcass, At The Gates, Criminal, etc, então os ouvintes sabem o que vão ter antes de apertar o play: agressividade, altas doses de provocação, brutalidade, ódio e até tiração de sarro.
O Death Metal/Grindcore que a banda pratica não é aquele que é um amontoado de barulheira, pois – acredite – existe uma musicalidade extrema que conversa muito bem com Thrash Metal em certas partes e até outros de Groove Metal, mas tudo muito feroz, sujo, visceral e aniquilador.
A audição das 16 faixas em “Esto Es Brujeria” evoca derramamento de sangue, mas ao mesmo tempo a energia, peso e pungência te captura do início ao fim.
No geral, é um álbum muito bem composto, gravado e produzido que captura a essência da banda e continua a tradição de provocação e brutalidade que eles são conhecidos por apresentar em sua música. É divertido, ao mesmo tempo macabro, mas como todos os outros trabalhos anteriores forte, impactante e que não fica atrás de nenhum deles. Não é melhor que a trinca inicial, mas sem sombra de dúvidas “Esto Es Brujeria” é, mesmo que seguindo nessa linha, melhor que “Pocho Aztlan”, por ser mais criativo e impactante.
Se você procura guitarras guiadas por riffs brutais, batidas frenéticas e vocais agressivos de Juan Brujo como um inquisidor prestes a te decapitar em praça pública porquê não pagou seu traficante, este álbum te ajudará a passar seus últimos instantes antes da sua cabeça rolar (risos).
Destaques vão para “El Patrón Del Reventón”, a martelada de “Estado Profundo”, a cacetada “Bruja Encabronada”, “Tu Vida Loca”, a ameaçadora “Mexorcista”, a brutal “Politicamente Correctos”, “Odio Que Amo”, a totalmente Punk Rock/Hardcore “Covid 666”, a fabulosa “Cocaine”, cover de Eric Clapton, que caiu como uma luva aqui (risos) e a “homenagem” a escória do Presidente russo, Vladimir Putim na pesadíssima “Lord Nazi Russo” (a única que nos remete aos primeiros álbuns). Vale lembrar que, tanto “Covid 666”, “Cocaine” e “Lordi Nazi Russo” possuem diferenças em sua sonoridade em relação ao restante das faixas devido elas terem sido gravadas e lançadas em singles digitais durante a pandemia.
Enfim, a banda não é mais aquela grosseria do primeiro álbum, e não assusta mais ninguém, mas continua apresentando muita qualidade, porradaria e diversão! Não acredite em quem falar que esse novo álbum é mediano, ruim ou qualquer coisa negativa, pois está mentindo MUITO ou tem algum ranço com a banda.
A cada audição, você vai gostar mais e mais! Garanto a você!





