Carnal Savagery – “Crypt of Decay” (2025)
Moribund Records
#SplatterGoreDeathMetal #DeathDoom
Para fãs de: Cannibal Corpse e Autopsy
Texto por: Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 8,00
“Crypt of Decay”, sétimo álbum completo do Carnal Savagery, banda sueca de Death Metal da cidade de Gotemburgo, invadiu o planeta Terra, logo após escapar do reinos infernais no dia 28/11/2025. O selo Moribund Records foi, assim como nos últimos cinco registros, o responsável por editar e distribuir tal massacre sonoro.
Atuando como duo desde que lançou “Worm Eaten” (2022), Mattias Lilja (vocal) e Mikael Lindgren (guitarra, baixo e bateria) sequer conseguem descansar de seu trabalho em novas composições. Ou seja, vivem um período de plena produção. Tanto que lançaram quatro full lenghts em um período de quatro anos. Quem ganha com essa situação, antes de mais nada, são aqueles que admiram sua sonoridade, a qual é um híbrido de Splatter/Gore/Death/Metal e Death/Doom.
“Entangled in Barbed Wire”, monstrando de cara as intenções do registro, entra acelerada, brutal e, ao mesmo tempo, traz pitadas de melodia através da guitarra solo. “Amputation”, a princípio, afunda o pé afundado no acelador, intercalando trechos Doom e solos esmagadores de crânios. A surra sonora segue sua sina em “Torn from the Grave” que, no entanto, continua sem superar a faixa de abertura.
O Death/Doom, novamente, revela sua face em “Scalped and Flayed”, fomentando um momento ímpar na audição. A banda mostra maturidade e evolução em cada segundo de cada nova música. Logo depois, “Gruesome Death” mantém essa atmosfera recheada de Metal da Morte e desgraça absoluta.
O single “Curse of the Catacomb”, mais uma vez, mergulha profundamente no universo Doom, ou melhor dizendo, Heavy/Doom, ainda que as característicias extremas do Carnal Savagery permaneçam intocáveis. O som dos riffs, linhas de abaixo e solos de guitarra fazem a diferença nesse lançamento.
A velocidade volta a dominar o andamento em “After the Burial” e “Violent Lobotomy”, porém é notável que o duo tentou renovar sua arte sem deixar de lado suas raízes sonoras. A faixa título, “Crypt of Decay”, apresenta um som de guitarra mais groovado, mesmo que mantendo as suas características peculiares.
O tema de encerramento, “Deathmask”, introduz com uma Scania Volvo desgovernada, em seguida, entra nos trilhos do Doom, para depois, encerrar “Crypt Of Decay” com o mesmo vigor com o qual iniciara. Em suma, vale muito à pena conferir mais esse trabalho extremo em competência do Carnal Savagery.





