Catalyst Crime – “Catalyst Crime” (2021)

Catalyst Crime
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Catalyst Crime“Catalyst Crime” (2021)
Massacre Records
#SymphonicMetal, #CinematicSymphonicMetal

Para fãs de: Within Temptation, Epica, Sirenia

Nota: 9,0

Catalyst Crime é uma banda fundada em 2017 pela vocalista Zoë Marie Federoff, nos Estados Unidos. A banda se autoproclama como pertencente ao “cinematic symphonic metal”; apesar de ser contra a banalização de novos adjetivos para criar mais e mais novas vertentes dentro do metal, a sonoridade proposta pela banda é, de fato, particular. Orquestrações e camadas de sonoridades dispostas de forma intrincada, com um tom de “trilha sonora”, explorando ambientações, momentos, clímaces e texturas que conduzem o ouvinte a uma verdadeira jornada musical.

A banda chega com seu álbum de debut, auto-entitulado, cujo primeiro elogio vai para a produção e mixagem, a cargo de Alexander Krull (Atrocity, Leave’s Eyes). A mixagem deste tipo de trabalho é complexa e intrincada, com trechos que, às vezes, misturam mais de 20 trilhas de áudio, entre uma profusão de instrumentos, camadas e sintetizadores. “Preto no branco”, o som é um metal sinfônico, com alma de power metal, com elementos marcantes de death. A sensação de Within Temptation ficou muito forte à primeira audição, de modo que realmente me senti ouvindo um “Within Temptation com esteroides” (ouça “Condemn Me To Chaos”).

O instrumental é impecável; as orquestrações e linhas de teclado estão incríveis, densas, e na medida certa. As guitarras estão agressivas, cortantes, e com riffs marcantes. A dupla de guitarristas mescla suas linhas muito bem, e as guitarras conversam bem entre si, e com o resto do instrumental.

O álbum tem diversos pontos fortes. Talvez o maior deles seja “Mother Dearest”, uma peça poderosa que reúne todos os elementos característicos citados até aqui de forma magistral, melodiosa e feroz. Os holofotes também se colocam sobre “Not Even Once”, “Cognitive Dissonance”, e a bela balada “Chasing the Ghost”. Sobre todo o álbum, também se destaca a poderosa voz de Zoë Federoff que, apesar de não ser nada sobrenatural, cai como uma luva na sonoridade proposta pela banda.

Em suma, Catalyst Crime é um ótimo álbum de estreia. As composições não são revolucionárias, mas sólidas, bem-trabalhadas, com um instrumental robusto. Os elementos do metal sinfônico, do moderno, do death, e das orquestrações, foram muito bem colocados e misturados, gerando um álbum que tem tudo para agradar aos fãs do gênero.

Will Menezes

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