
Paradox – “Heresy II. (End of a Legend)” (2021)
AFM Records
#ThrashMetal, #HeavyMetal, #PowerThrashMetal
Para fãs de: Sanctuary, Iced Earth, Annihilator, Angel Dust
Nota: 6,0
A moda do momento é preencher todo o espaço do CD. Pelo bem, pelo mal, a maldição está lançada. Não, eu não sou desses que não ouve um álbum por completo, ou não goste de músicas longas (amo Dream Theater, por exemplo), mas o grande problema é quando falta inspiração e os discos soam como uma verdadeira montanha-russa, saindo do forno por sair.
Dito tudo isso acima, é fácil entender que, “Heresy II. (End of a Legend)”, o 8° trabalho de estúdio dos germânicos, do Paradox, apresenta esse pequeno “defeito”. É grande demais sem qualquer necessidade. São 13 músicas, totalizando 75 minutos, sem uma edição mais cuidadosa ou uma pré-produção que cortasse os excessos deixando-o mais impactante/direto, algo que o estilo apostado pede.
O instrumental muitas vezes é um encontro estabanado da grandiosidade do Power Metal criado pelo Rhapsody, com algo mais porrada, um thrash metal rifferama total. É como se o Mago da terra fantasiosa resolvesse ser brutal e sanguinário com seu pônei cor de arco-íris, sacou? Não combina, não dá liga e esse é o principal problema aqui.
Atirar para todos os lados e não acertar, este é o exemplo das faixas “The Visitors”, “Journey into Fear”, “Burying A Treasure” e “The Great Denial” que apresentam ideias demais onde se fossem melhor trabalhadas seriam perfeitas podendo se tornar duas ou três músicas diferentes. Por sorte, eles criaram faixas excelentes, “Children Of A Virgin”, “A Meeting Of Minds”, “Unholy Conspiracy” (QUE RIFF!) e “A Man Of Sorrow”, que elevam o álbum e o conduzem para nota não ser mais baixa.
“Heresy II. (End of a Legend)” é o álbum para ser pulado ou para se ganhar aprendizado na jornada do Heavy Metal com a premissa de que mais as vezes deveria ser menos.
William Ribas





